domingo, 9 de novembro de 2008

Pitágoras e Pat Metheny. Apontamento sobre a consonância e a dissonância

Estimulado pela estética pitagórica que casa a matemática com a música, inserindo-a numa coerência cósmica e atribuindo-lhe uma universalidade harmónica, rememoro uma conversa do guitarrista Pat Metheny[1] com o jornalista Carlos Vaz Marques[2], no programa “Pessoal e Transmissível” da TSF, na qual o músico norte-americano declara inserir grande parte das suas composições musicais numa lógica matemática. Existirá, então, entre estas duas figuras, tão afastadas na história, uma forma comum de pensar a música? Continuar
Escrito por: Paulo Pinto/Aluno do 1º ano de EACs

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sábado, 8 de novembro de 2008

Elisabete Martins, Antiga Aluna de EACs, na Fundação Cupertino de Miranda

A Drª Elisabete Martins acaba de dar novos passos muito significativos na sua integração no mundo laboral, na área da cultura. Com efeito, segundo informação da própria, a Entrevista que realizou na Fundação Cupertino de Miranda foi a porta de acesso para trabalhar nesta importante Instituição. A partir da próxima Segunda-Feira, aqui exercerá, progressivamente, trabalhos de gestão de livraria e de obras de arte, acolhimento aos visitantes, visitas ao Museu, e programação cultural. É com incontida alegria que esta Antiga Aluna do Curso de Estudos Artísticos e Culturais espera poder realizar-se profissionalmente numa «diversidade de trabalhos dentro da nossa área e numa Fundação tão conceituada quanto esta». À Elisabete, que tem sabido cultivar uma atitude pró-activa notável, os nossos Parabéns, partilhando a sua alegria e esperança.

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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Boas notícias dos EAC's

Ana Alexandra Oliveira (Dr.ª)
1ª classificada na Lista de Seriação ao Mestrado em Ciências da Comunicação - Especialização em Audiovisual e Multimédia, na Universidade do Minho / 2008-2009. Considera excelente esta oportunidade, tendo em vista dedicar-se à investigação científica. André Rodrigues (Dr.)
Consolidou a sua ligação à Fundação da Juventude / Porto onde é responsável pela produção e comunicação do projecto cultural de apoio às Indústrias Criativas, o Palácio das Artes – Fábrica de Talentos. Trata-se de um centro de criatividade e inovação de excelência nacional e internacional. Além de outras tarefas, é presentemente responsável pela redacção da Revista Fábrica de Talentos, cujo nº 2 sairá em inícios de Dezembro. É também membro da organização do Festival Internacional “Curtas na Rede”. António Manuel R. Araújo (Dr.)
Encontra-se em Moçambique, na Cidade de Maputo trabalhando como consultor para várias ONG'S, na área da formação Cultural. Filomena F. Oliveira (Aluna do 2º ano)
Publicou o seu primeiro livro “Os Degraus da Casa” Marco Campos (Dr.)
Contratado pela revista "Noivas de Portugal" onde desenvolve tarefas na área do jornalismo cultural, entrevistas, reportagens, textos sobre empresas de serviços no mundo nupcial, da moda, etc. Numa área onde, como o próprio diz, «existe arte e talento», a sua tarefa consiste em «transmitir sentimentos e a actualidade da moda através de palavras, imagens e ideias…». Foi com visível alegria que nos deu conhecimento deste «pequeno passo», acontecimento já com sabor a alguma vitória! ......................................... A Faculdade de Filosofia expressa profundo gáudio pelo êxito académico e profissional dos seus Antigos e Actuais Alunos de EACs, endereçando-lhes os Parabéns e votos de Felicidades.

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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Filomena Fonseca Oliveira (EACs) publica "Os Degraus da Casa"

A noite brilhou de intensidade na “estreia” do Livro “Os Degraus da Casa” da poetisa e pintora famalicense, Filomena Fonseca» - escreve Conceição Oliveira, a propósito da sessão de apresentação do primeiro livro de poemas daquela aluna do Curso de EACs, num texto publicado no Jornal Diário do Minho, e que aqui reproduzimos:
«Na passada sexta-feira, 24 de Outubro, o Auditório da Fundação Cupertino de Miranda foi pequeno para albergar o grande número de pessoas que aí se apresentaram para assistir ao lançamento do primeiro livro de poemas da artista famalicense Filomena Fonseca.Entre os presentes, além da Mesa composta pela autora, pelo Dr. Vasco Moreira e pela Sra. Dª Fátima Almeida, esta última em representação da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, encontravam-se diversas figuras ligadas à cultura, poetas, músicos, escritores, pintores. Dando, deste modo, testemunho do grande apreço e carinho que a autora goza entre os seus amigos: artistas e anónimos. Foi ao som da música clássica, interpretada pelas meninas Cristina Veloso e Filipa Costa, que se deu início à sessão. De seguida, o Dr. Vasco Moreira iniciou a apresentação do livro “ Os Degraus da Casa” citando Alberto Caeiro, heterónimo de Fernando Pessoa: “…que há poetas que são artistas e que fazem os seus versos” e acrescentado “estamos aqui hoje com a poetisa, que é artista, e que faz os seus versos”. Elogiando a arte poética de Filomena, cuja capacidade é de “em poucas palavras, concentrar muito do que é a vida”, o apresentador ilustrou o sentido das suas considerações através da leitura do poema “Agasalho” (pag. 12 do livro): O sol desceu devagarinho
e ajudou a fazer o ninho
na nossa casa e nunca mais
te caíram os olhos
nem se fecharam os braços O segundo grande momento da noite aconteceu quando o Grupo de Teatro “Andaime”, da Escola Camilo Castelo Branco, sob direcção do professor Silvestre, subiu ao palco para apresentar, através de uma sequência de vários quadros, a leitura encenada de alguns dos poemas que integram o livro “Os Degraus da Casa”. O acompanhamento musical, a cargo do talentoso e jovem pianista André Silvestre, acrescentou magia ao excelente momento em que as artes da poesia, representação e música se uniram, extasiando todos os presentes. Já no final da sessão, alguns poetas do Porto e Vila do Conde, surpreenderam a artista, subindo ao palco para declamar alguns dos seus poemas, ainda não lidos. O público presente não arredou pé até final da sessão, deixando transparecer, nos seus rostos o encantamento de uma noite perfeita. Os livros esgotaram, superando as expectativas da artista, e a sessão de autógrafos prolongou-se pela noite dentro, com abraços e elogios à mistura. Foi, de facto, uma grande noite em que a poesia saiu dignificada.»
Conceição Oliveira
Curso de Estudos Artísticos e Culturais
Faculdade de Filosofia / UCP / Braga (Fonte: Diário do Minho – Suplemento Cultura, 05 de Novembro de 2008, p. VII)

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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Plataforma Pelo Património Cultural apresenta-se dia 16 de Outubro

Dezassete associações nacionais das diversas áreas do património cultural fundam a Plataforma Pelo Património Cultural, cuja apresentação pública terá lugar no próximo dia 16 de Outubro de 2008, pelas 15:00 horas, no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, em Lisboa. Haverá lugar para debates públicos, de acordo com o programa. Esta nova estrutura propõe-se defender o património cultural português, promover debates e propor medidas para um sector tão carenciado de estudo rigoroso, valorização e projecção públicas, quer por parte do Estado como por parte da sociedade civil.

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Amélia Fernandes, antiga aluna de EACs, agarra novas oportunidades

Licenciada em 2007, em EACs, a Drª Amélia Fernandes brinda-nos com mais notícias acerca das suas prolíferas iniciativas profissionais no sector cultural e educativo, e da sua intensa participação mediática, desta vez na televisão. Quanto ao campo laboral, a Amélia informou-nos que irá trabalhar com as Bibliotecas Municipais da Póvoa de Lanhoso e de Fafe, ao longo do ano lectivo, na organização e animação de actividades lúdico-pedagógicas para a infância e juventude. Nos órgãos de comunicação social, a sua próxima presença será na TVI, no dia 21 de Outubro. Felicidades, Amélia. A sua energia é já um hino à novidade que habita a vida.

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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Orar, fotografar e partilhar!

Desde os tempos imemoriais a arte, a criação artística são uma mediação fundamental na relação do homem com o transcendente, nomeado de muitos modos e representado de muitas formas. O enigma e o mistério da vida, do mundo, da história, são transfigurados pela inspiração estética na potência do Invisível que nos fala, nos atrai, nos faz descentrar de nós para nos concentrar no Absoluto. João Paulo II, na célebre Carta aos artistas identificou a centelha divina que habita na criação artística: «Toda a autêntica inspiração encerra em si algum frémito daquele “sopro” com que o Espírito Criador permeava, já desde o início, a obra da criação». Poderíamos acrescentar: toda a autêntica experiência estética participa também daquele “sopro”. Façamos nós também a experiência artístico-espiritual. Uma proposta de oração, com a fotografia, partindo do silêncio, da meditação e da contemplação. Antes da máquina, o olhar, a abertura interior ao mundo que me rodeia. De seguida, o registo fotográfico e a partilha.Entre o olhar e o fotografar há muitas similitudes. Quem não experimentou já olhar como quem fotografa? Mas agora, trata-se de fotografar não só a partir do olhar mas também a partir de uma atenta escuta interior. Esta actividade será orientada pelo Fernando Ribeiro (1º Ciclo/3º ano de Filosofia), um entusiasta da arte, sobretudo das possibilidades da fotografia, frequentador das iniciativas do curso de EACs. Decorrerá no fim-de-semana de 18 a 20 de Outubro, na Casa da Torre, em Soutelo-Braga.Para mais informações, contactar: 253310400 - e-mail: casadatorre@jesuitas.pt Nota: é necessário trazer máquina fotográfica digital e os respectivos cabos de ligação ao computador. Será útil para a partilha.

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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Convívio - S. João/08

No Curso de Estudos Artísticos e Culturais a festa da cultura e a cultura da festa andam sempre de mãos dadas! Gostamos da alegria, do bom humor, da amizade, de relações humanas solidárias. Ainda que, com algum atraso, aqui ficam as fotos do convívio organizado pelos alunos do 1º ano de EACs, por alturas do S. João/08. Como se vê, boa disposição e iguarias de fazer crescer água na boca foram coisas que não faltaram...

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A rede EURES e as oportunidades de trabalho (na área da cultura)

Dado o interesse dos programas da rede Eures na mobilidade e criação de emprego na União Europeia, para jovens licenciados em todas as áreas profissionais e particularmente na da cultura, transcrevemos aqui uma parte do texto de Barbara Wong, “Rede Eures oferece três milhões de empregos na EU” in Público, 05 de Outubro de 2008: «O mercado de trabalho da União Europeia (EU) é muito heterogéneo, se há zonas onde o desemprego impera, noutras é difícil encontrar mão-de-obra. Este é dos grandes problemas na UE, segundo Christoph Maier, director-geral do Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades da Comissão Europeia, anteontem, num encontro em Paris da rede Eures, que promove através da Internet a mobilidade de emprego entre os cidadãos europeus. Neste momento, a rede tem uma oferta de três milhões de empregos na UE.No página http://ec.europa.eu/eures é possível encontrar ofertas de trabalho em todos os países da Europa. Foi através do site e de um concurso em que participou que Nuno Fragoso, de 31 anos, licenciado em Gestão de Actividades Culturais, está a ter uma experiência de trabalho como recepcionista no parque PortAventura, em Espanha, onde ganha o triplo do que conseguia em Portugal. (…/…) A mobilidade de emprego promovida pela rede Eures há 14 anos permite colmatar a necessidade de mão-de-obra nas regiões onde é mais necessária. Existem mais de três milhões de ofertas, quando a Europa tem cerca de 16 milhões de desempregados. (…/…) Para os empregadores, o forte deste programa é a possibilidade de receber pessoas com diferentes perspectivas do trabalho, ideias novas e culturas diversas, referem.As ofertas de trabalham variam, das que pedem formações de nível médio às que exigem o ensino superior. É sempre uma mais-valia saber uma ou mais línguas estrangeiras, reconhece Nuno Fragoso, que, além do inglês e castelhano, já percebe catalão e está a aprender francês, pois gostaria de vir a trabalhar na Suíça.»

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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Recém-licenciada em EACs convidada pela Sociedade Martins Sarmento (Guimarães)

Tendo terminado a Licenciatura em Estudos Artísticos e Culturais, a Filipa Catarina já não olha para o mercado de trabalho através de um interminável binóculo... O sonho distante toma forma de realidade ao ser contactada pela Sociedade Martins Sarmento para desenvolver projectos e actividades na área educativa. Na verdade, a biblioteca desta respeitável Instituição vimaranense fora para a Filipa, durante o estágio do segundo semestre 07-08, um porto de abrigo para a pesquisa e investigação do tema do seu trabalho. Vê-se que a sua presença não passou despercebida... Um sorriso de muita esperança, um enorme desejo de agarrar esta oportunidade, a satisfação de poder trabalhar naquilo que verdadeiramente gosta de fazer... Foi esta Filipa a portadora da óptima notícia que muito nos incentiva, precisamente no alvorecer deste ano escolar. Que os estudantes continuem pródigos em dádivas de notícias como esta. Parabéns, Filipa. Toda a nossa Escola a apoia.

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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Antiga Aluna dinamiza Associação e convida para a inauguração

Já nos tinha soado que, desde a finalização da licenciatura em EACs, a Andreia Gomes iniciara uma imparável dinâmica de lançamento de iniciativas de âmbito cultural e social. Na Freguesia de Adaúfe (Braga) não tem dado descanso aos responsáveis executivos, empenhando-se tenazmente, também, na criação e instalação de uma Associação. Os seus esforços aí estão a dar os primeiros frutos, precisamente com a inauguração da Associação. Sabemos que as suas metas não terminarão por aqui. Grandes voos e projectos começam sempre por pequenos passos… Desejamos-lhe os melhores êxitos para os projectos em que está envolvida.
Aqui fica o convite que esta colega a todos nos endereça: A “ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA DE ADAÚFE” convida V. Ex.ª, sua família e amigos a estarem presentes no dia 19 de Julho de 2008, pelas 21 horas, no Passal da Igreja Matriz de Adaúfe, para a inauguração desta Associação. A festa prolongar-se-á pela noite dentro, e terá como motivos de atracção: actividades desportivas, mini feira de artesanato e de livros, tenda de crepes e caipirinhas. Terminará com música ao vivo com os DARKSOUL, banda de jovens artistas da Freguesia de Adaúfe. Contamos com a vossa presença.

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quarta-feira, 18 de junho de 2008

Rui Madeira, novo docente de EAC’s: «gostaria de ver instituída uma verdadeira política de Ensino»

“O Corpo e a Vontade – Atelier de artes teatrais” é a disciplina que o Actor Rui Madeira leccionará no Curso de Estudos Artísticos e Culturais no próximo ano lectivo (1º semestre). Trata-se de uma Oficina sobre “ferramentas" para a animação, criação artística e comunicação, a partir do Teatro. Encenador e Actor Profissional, Rui Madeira é o Director artístico da Companhia de Teatro de Braga e Administrador-Delegado do Teatro Circo de Braga desde 1988. Trabalhando regularmente em cinema e televisão, é sobretudo no teatro que mais se tem notabilizado a sua qualidade artística. Com larga experiência lectiva nas áreas das Práticas Teatrais, Rui Madeira é um nome consultado nas questões relacionadas com a situação do teatro e uma voz bem audível na apreciação da política cultural nacional e internacional. De um troço de conversa, eis um breve registo das opções culturais e dos gostos estéticos que alimentam a sua reflexão e a sua actividade no campo artístico e cultural. Da programação televisiva e radiofónica apenas lhe interessa a informação. As suas preferências vão para o cinema, destacando “Os Malditos” de Visconti, “O Criado”, com Dirk Bogarde (um dos seus actores preferidos), o “Sacrifício” de Tarkowski, o “Sol Enganador” de Mikhalkov… Na música revela um gosto bastante eclético, pontificando a França de J. Brel, Aznavour, Ferré, Montand, Regiani; a música brasileira e sul-americana, de Chabela Vargas e La Lupe. O bom fado é uma das suas predilecções - Cristina Branco, Aldina Duarte, Amália sempre, Mariza, Carlos do Carmo, bem como os mais antigos Marceneiro, Manuel de Almeida, António dos Santos. Quanto à música portuguesa actual destaca “os seus amigos” Jorge Palma, Abrunhosa, Xutos, Reininho, Adelaide Ferreira. Do jazz destaca Carlos Barretto e Bernardo Sassetti. No domínio da literatura recusa-se a destacar o inevitável “livro da sua vida”, antes prefere a pluralidade: «há livros lidos em circunstâncias e idades diferentes»: “Recordações da Casa dos Mortos” de Dostoiévski, “A Montanha Mágica” de Thomas Mann, Thomas Bernhard - sobretudo “Antigos Mestres”, bem como “Jardim de Cimento” de Ian McEwan… Dos “papéis” que representou, ao longo de mais de 30 anos de carreira no Teatro, destaca o de Valério em “Leôncio e Lena” de Buchner, Jimmy em “O Tempo e a Ira” de Osborne, um outro em “Polaróides Explícitas”, como os que mais o preencheram. Mas não no sentido de se ter sido invadido por eles: «As personagens – afirma - não se me colam à pele. É um processo e uma metodologia de criação. Não faço parte dos actores que “encarnam personagens”». É sempre no registo da interacção com a alteridade que o seu ser-actor se constrói: «Na criação de um personagem procuro a respiração e a partir daí o ritmo, a fala, o corpo, o olhar, enfim os sentidos e o confronto com os outros personagens. Grande parte da criação de um personagem por um actor descobre-se naqueles com quem contracena.» E como vive este “actor cultural” o ambiente cultural bracarense? «Sinto que Braga tem de trazer mais para a discussão pública a cultura como tema e processo. Sinto que Braga precisa de crescer rapidamente até aos 200 mil habitantes para entrar em parâmetros culturais europeus. Sinto que o problema de Braga é um problema de País. Braga tem razões para ser mais culta.» Quanto às principais mudanças que Rui Madeira gostaria de ver implementadas, na área da cultura em Portugal, sublinha a urgência de uma definição de objectivos estratégicos nacionais para um arco temporal de 10 anos, de políticas integradas em ordem à estruturação do país em domínios como a criação e a circulação artísticas. Mas, prioritariamente, «gostaria de ver instituída, por uma vez no meu País, uma verdadeira política de Ensino. Política essa que valorizasse e instituísse A ideia de Aprender enquanto um Acto de Cidadania, a ideia de Escola como O Lugar onde apetece estar e a ideia de Trabalho como Acto de Prazer». Sublimes expectativas com um pano de fundo de salutar Utopia.

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segunda-feira, 9 de junho de 2008

Gulbenkian subsidia projectos em Estudos de Arte

A fim de incentivar a valorização profissional de jovens investigadores nas áreas de Estudos de Arte, a Fundação Calouste Gulbenkian subsidia, anualmente, projectos de investigação nas componentes da crítica e reflexão teórica, da arte moderna e contemporânea. Os candidatos deverão possuir já um currículo significativo mas que ainda não se encontrem totalmente inseridos em estruturas profissionais na sua área de especialização. Data para apresentação de candidaturas: 30 de Setembro de cada ano. Mais informação e regulamento.

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quinta-feira, 5 de junho de 2008

"Marie Antoinette" encerra Ciclo de Cinema em Tibães dedicado ao tema do Neobarroco *

O filme “Marie Antoinette”, de Sofia Coppola, encerra esta sexta-feira, dia 6 de Junho, às 21h00, o Ciclo de Cinema em Tibães. Esta será a quarta e última sessão de um ciclo que foi planeado e desenvolvido no âmbito de um projecto de estágio do Curso de Estudos Artísticos e Culturais protocolado entre a Faculdade de Filosofia de Braga e o Mosteiro de S. Martinho de Tibães. O Ciclo de Cinema em Tibães procurou desde logo enquadrar o seu programa conceptual sob as potencialidades estéticas e culturais do Mosteiro. O resultado foi um conjunto de quatro filmes, caracterizados pelos seus diversos elementos estilísticos, que estabelecem ligações a uma sensibilidade Neobarroca, sensibilidade entendida como rede de relações múltiplas que não cessam de se estender e impregnar toda a cultura contemporânea, no qual o cinema se inclui. Poderemos considerar o ciclo como uma mostra de filmes sobre uma época artística, historicamente datada, porém o termo Neobarroco define-se ou caracteriza-se pelos desenvolvimentos culturais contemporâneos, ao qual a estética barroca pôde, em regresso, dar novos impulsos desde as vanguardas dos anos vinte à estética pós-moderna. Nesse sentido entenda-se o Neobarroco como uma sensibilidade, um espírito, um modo de encarar a vida e de habitar o mundo. Não surpreende, portanto, que sob este tema global, a potencialidade das imagens, dos sons e das palavras, ganhem permanência para além do seu instante fílmico, ao motivarem os debates no final de cada sessão, desdobrando-os em discussões temáticas que vão desde a técnica e linguagem cinematográfica ao imaginário colectivo que os filmes deixam entrever. Depois de “Pola X”, “Rapariga com o Brinco de Pérola” e “Dias Selvagens”, “Marie Antoinette” é um filme electrizante, conta a história íntima da vida turbulenta de uma das vilãs favoritas da história mundial. A vida da infeliz princesa que casou com o jovem e apático Rei de França, Louis XVI. Sentindo-se isolada numa corte onde abundavam o escândalo e a intriga, “Marie Antoinette” desafiou tanto a realeza como o povo, vivendo como uma estrela de rock, o que serviu unicamente para selar o seu destino. Música contemporânea e imagens de época coabitam num mesmo universo.
* Francisco Ferreira, aluno de EAC, em estágio no Mosteiro de Tibães.

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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Blog EAC no telemóvel

A partir de hoje já é possível visualizar o blog de EAC no telemóvel. Basta inserir o seguinte endereço http://eacfacfil.mofuse.mobi .

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quarta-feira, 28 de maio de 2008

Filme de Wong Kar-Wai no estágio de EAC - Mosteiro de Tibães

Terá lugar no Mosteiro de Tibães o visionamento do filme “Dias Selvagens” de Wong Kar-wai, no próximo dia 30 de Maio (Sexta-Feira), às 21h00. Esta sessão integra o Ciclo de Cinema dedicado à problemática do “barroco e neobarroco”, organizado pelo núcleo de estágio em Estudos Artísticos e Culturais, a decorrer naquela Instituição. Tal como as anteriores, esta sessão iniciar-se-á com uma breve apresentação do tema/filme realizada pelo estagiário Francisco Ferreira, e finalizará com um debate introduzido e moderado pelo mesmo estagiário.

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domingo, 4 de maio de 2008

O Deutsche Bank e a Arte

O que levará uma instituição bancária, como o Deutsche Bank a constituir uma colecção de mais de 53 mil obras de arte? Certamente, dir-se-á, a perspectiva de um fabuloso investimento financeiro, já que, quando realizada com critério e conhecimento, a aquisição de obras de arte se tornou, para muitos, uma aplicação altamente rentável e das mais seguras a médio/longo prazo. Contudo, surpreendentemente, não é essa a finalidade que Friedhelm Huette, presidente da Deutsche Bank Art diz ter em mente, mas sim o enriquecimento dos seus funcionários, dos seus clientes e mais mediatamente, dos artistas que tais aquisições acabam por valorizar e reconhecer. As obras adquiridas por esta instituição financeira são colocadas no local de trabalho dos seus funcionários e vistas directamente pelos seus clientes, promovendo assim a fruição estética e o interesse cultural pela arte. Certamente, não será despicienda a valorização financeira e a mais-valia económica que esse acervo vai garantindo para a empresa. Mas, é verdade que a sua política de aquisição de obras de arte tem outros “condimentos”. Por isso, vale a pena ler a entrevista publicada no Deutsche Welle–World.de que aqui recomendamos.

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