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domingo, 10 de janeiro de 2010

Abertura das candidaturas aos apoios financeiros do Ministério da Cultura às artes


O site da Direcção-Geral das Artes do Ministério da Cultura anuncia a abertura dos procedimentos concursais para o apoio anual às artes para 2010, dirigido a entidades de criação, entidades de programação ou entidades mistas sediadas no território de Portugal continental.
As áreas artísticas elegíveis são artes plásticas e fotografia, cruzamentos disciplinares, dança, música e teatro, sendo os montantes financeiros afectos em função da dinâmica das diversas áreas.
As candidaturas a este procedimento são apresentadas através de formulário online, até às 17h do dia 4 de Fevereiro de 2010.
Além do apoio anual, a Direcção-Geral das Artes anuncia também a abertura do procedimento concursal para o apoio pontual para 2010, em ordem à promoção de actividades artísticas a decorrer em todo o país até ao final do primeiro semestre de 2010. Para este procedimento, são elegíveis entidades de criação, entidades de programação, entidades mistas, desde que sediados no território de Portugal continental, bem como grupos informais e pessoas singulares. Todas as áreas artísticas tuteladas pela DGArtes são abrangidas pelo Apoio Pontual: arquitectura, artes digitais, artes plásticas, cruzamentos disciplinares, dança, design, fotografia, música e teatro.
Os apoios a conceder visam os seguintes domínios artísticos: criação, programação, interpretação, experimentação, residências, formação artística e técnica, formação e desenvolvimento de públicos.
As candidaturas a este procedimento são apresentadas através de formulário online, até às 17h do dia 2 de Fevereiro de 2010, e serão objecto de apreciação pelos serviços técnicos da DGArtes.

Informações mais completas no website da DGArtes

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sexta-feira, 4 de abril de 2008

Financiamento e Promoção da Cultura, por Alfredo Dinis*

Entendo que sendo a cultura uma questão de interesse geral, o seu financiamento - tanto ao nível da criação como ao da fruição - deverá ser assegurado em parte pelo Governo, em parte pelas instituições e empresas privadas, e em parte pelas pessoas que usufruem dos bens culturais. Creio que o mais importante que está por fazer é a criação de públicos, de ambientes e de oportunidades dessa criação e fruição culturais. A Faculdade de Filosofia, sobretudo através do curso de EAC's deverá, quer através da cooperação com outras instituições, quer também através de iniciativas próprias, contribuir para o desenvolvimento desses públicos e dessas oportunidades de criação e fruição culturais acima referidas. Um dos meios para atingir estes fins é o contacto regular e estruturado com instituições de ensino, como as Escolas Secundárias, e com outras instituições, públicas e privadas, promovendo, pelo menos, a informação e o interesse das pessoas no que se refere às iniciativas culturais programadas, não só a ní­vel local. Também a oferta de acções de formação de diversa natureza, incluindo cursos de breve duração na área da cultura, bem como a realização de seminários, work-shops e colóquios, poderá sensibilizar muitas pessoas para o 'mundo da cultura', um mundo que tantas desconhecem ou do qual se sentem excluí­das, em parte porque a cultura de qualidade é cara.

* Professor, Director da Faculdade de Filosofia da Universidade Católica, Braga

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