No passado dia 11 de Dezembro, foi apresentado o livro Ponte de Lima: Estudos de História Local, coordenado por Cristiana Freitas (directora do Arquivo de Ponte de Lima) e por José Cândido de Oliveira Martins (docente da Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa). A sessão decorreu no Auditório da Biblioteca Municipal; e contou com a presença dos coordenadores da obra e da Engª Estela Almeida, vereadora da Câmara Municipal de Ponte de Lima.
O volume Ponte de Lima: Estudos de História Local resulta de uma louvável iniciativa do Arquivo Municipal de Ponte de Lima sob o nome de “Serão de História Local”. Ao longo de alguns meses, empreendeu-se uma interessante iniciativa cultural – a realização de uma série de conferências sobre temáticas respeitantes a Ponte de Lima, apresentadas por especialistas em vários domínios de conhecimento das ciências sociais e humanas.
Os títulos das sete conferências reunidas neste volume são reveladores da assinalável diversidade temática desta obra, espelho da riqueza histórico-cultural do concelho limiano:
1) “Frei Francisco de S. Luís e a política” (Prof. Doutor Luís António de Oliveira Ramos);
2) “A Casa da Roda de Ponte de Lima” (Prof. Doutor Teodoro Afonso da Fonte);
3) “História do processo de emparcelamento e regadio da várzea do rio de Estorãos” (Prof. Doutor Álvaro Campelo);
4) “Confraria de Nossa Senhora da Penha de França” (Mestre Alexandra Esteves);
5) “A educação no concelho de Ponte de Lima na segunda metade do século XIX” (Mestre José Carlos de Magalhães Loureiro);
6) “Honra, pobreza e caridade: os dotes de casamento na Misericórdia de Ponte de Lima (Prof.ª Doutora Maria Marta Lobo de Araújo);
7) “Para a história da imprensa periódica limiana de Oitocentos” (Prof. Doutor José Cândido de Oliveira Martins).
Os autores destes estudos são investigadores ligados a várias universidades, com vários trabalhos publicados.
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Padre António Vieira: colóquio agora em livro
Celebrou-se recentemente a efeméride dos 400 anos sobre o nascimento do Padre António Vieira, um dos maiores vultos da cultura e da literatura portuguesas. Em vários países, programaram-se diversas actividades (congressos, conferências, exposições, publicações, etc.), assinalando o Ano Vieirino.
A Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa (Braga), através do seu Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos (CEFH), realizou na ocasião um colóquio em torno da figura e da obra deste autor.
As conferências e as comunicações apresentadas nesse colóquio internacional foram oportunamente reunidas em volume, podendo agora muitos outros leitores apreciá-las na presente edição.
José Cândido de Oliveira Martins, docente do curso de EAC, coordenou a edição desta obra “Padre António Vieira: Colóquio”, sobre a qual pode ler mais informação.
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quarta-feira, 22 de julho de 2009
Professores da FacFil-Eacs preparam nova edição da Obra poética de Diogo Bernardes
Vai ser apresentada a nova edição, em 3 volumes, da obra poética de Diogo Bernardes. A sessão pública de lançamento ocorre na Câmara Municipal de Ponte da Barca, no próximo dia 31 de Julho, sexta, às 21h30.
Esta sessão conta com a presença dos responsáveis do município, presidente da Câmara e vereador da Cultura; do Director da Faculdade de Filosofia; dos investigadores responsáveis por esta edição; e ainda do editor da Caixotim.
É uma publicação patrocinada pela Câmara Municipal de Ponte da Barca, terra natal do poeta; e pelo Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos da Faculdade de Filosofia, unidade de investigação apoiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).
Os livros de Diogo Bernardes agora reeditados são: Rimas Várias, Flores do Lima; O Lima; e Várias Rimas ao Bom Jesus. Todos têm introdução crítica, fixação do texto e notas da autoria de três docentes e investigadores da Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa (Braga): Luís Alexandre da Silva Pereira, José Cândido de Oliveira Martins e João Amadeu Carvalho da Silva, respectivamente.
Diogo Bernardes é natural de Ponte da Barca e contemporâneo quinhentista de Luís de Camões, sendo um nome cimeiro da literatura portuguesa. Reconhecendo o valor deste autor clássico, esta é uma cuidada edição das suas três obras poéticas, num trabalho pensado sobretudo para leitores não especialistas.
Para maior rigor deste trabalho editorial, a fixação ou estabelecimento do texto destes volumes foi feita através do cotejo com a 1ª edição quinhentista de cada uma das obras referidas, bem como com outras edições posteriores. A última edição destas obras (há muito esgotada) datava de 1945-46, na Livraria Sá da Costa.
Cândido Martins, FacFil/UCP-Eacs

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segunda-feira, 13 de julho de 2009
Livro de Cândido Martins (docente de EACs) no programa "As escolhas de Marcelo"
No programa de ontem da RTP 1 "As escolhas de Marcelo", o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa fez referência ao livro publicado por José Cândido Martins Viajar com António Feijó, uma coedição do Ministério da Cultura e da Caixotim.
Aqui fica a imagem televisiva, bem como o recorte da notícia saída no Jornal Diário do Minho, aquando da sua apresentação no Auditório Municipal de Ponte de Lima.
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sábado, 13 de junho de 2009
“A expressão mítica dos afectos” - Colóquio de interesse para os EACs, na FacFil
É com muita satisfação que divulgamos o Colóquio dedicado ao tema “A expressão mítica dos afectos” a realizar no próximo dia 16 de Junho de 2009, na Aula Magna da Faculdade de Filosofia (UCP/Braga).
Este colóquio, coordenado pela Profª Ana Paula Pinto, pretende analisar algumas das mais importantes narrativas mítico-históricas relacionadas com o tema "amor-amizade", tanto na perspectiva da Literatura, como da Psicologia.
Tratando-se de uma temática eminentemente interdisciplinar interessa, particularmente, aos estudantes e licenciados em Estudos Artísticos e Culturais, até pela presença que neste Curso têm determinadas matérias, tais como: Cultura Clássica, História da Arte, Estética, Antropologia Cultural, Psicologia da Arte.
A frequência neste Colóquio confere direito a Certificado de participação.
Mais informações, Programa e Folheto de inscrição
imagem do cartaz do Colóquio
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Impulsos não são estratégia cultural
Quando falamos de nós e das nossas coisas tendemos a ser grandes. Não raras vezes, perdemos o sentido da realidade e falamos como de um sonho. O exemplo mais vulgar que encontro para mostrar esta ideia é a relação dos portugueses com a sua selecção de futebol. Muitas vezes tem sido apregoada por adeptos, comentadores, jornalistas, se não a melhor, pelo menos, uma das melhores selecções do mundo. A selecção portuguesa já tem feito história, na exacta medida de um pequeno país, mas na verdade nunca ganhou nada que lhe possa dar um estatuto de verdadeiramente grande. Sobretudo grande com perseverança e não só de pequenos impulsos.
No campo da cultura portuguesa acontece algo semelhante. Empolgamos em demasia o que é nosso e tomamos os pequenos impulsos como grandes coisas. Sejam esses impulsos um monumento perdido no meio do território, um escritor que conseguiu notoriedade internacional, um músico que toca em palcos reconhecidos, um pintor que expõe em Nova Iorque… No entanto, quando saímos de portas e ganhamos referências para comparação, verificamos que o nosso não passa mesmo de impulso. Tomarmos, constantemente, como grande o que são impulsos momentâneos, não ajuda a levarmos a sério o caminho que o país deve percorrer para começar o que, na verdade, nunca foi feito pela cultura em Portugal. É difícil encontrar em Portugal uma estratégia cultural para o país. Uma estratégia que se torne visível como a dos aglomerados de construções nas cidades. Uma estratégia capaz de articular as diferentes dimensões do ser humano e que seja para este o que as auto-estradas foram para as regiões do país.
Acreditem, nem é preciso mais dinheiro, mas mais articulação, coordenação e aproveitamento dos recursos existentes.
Permitam-me, aqui, um último parágrafo para sublinhar o muito que as Faculdades de Humanidades poderão desenvolver no campo da cultura e, concretamente, no trabalho de articulação e coordenação. Penso que se tem perdido excessivo tempo a apregoar a falta de alunos nestas áreas, como se dependesse da existência de alunos a necessidade destas Faculdades para um país. A necessidade das Faculdades de Humanidades justifica-se plenamente pelo tipo de revolução que se espera sempre delas: a revolução do próprio espírito humano. Para isso é preciso o atrevimento de se misturarem mais com o meio envolvente. No meu entender, um bom caminho para isso é levarem as preocupações com o deficit cultural do país a sério e tomarem-no como estratégia perseverante. Creio que passará por aqui o caminho para deixarmos cada vez mais de ser apenas impulsos, no que respeita à estratégia da política de cultura em Portugal.
Texto de José António Alves, Mestre em Filosofia.
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