José Cândido de Oliveira Martins* e Sérgio Guimarães de Sousa organizaram o livro de ensaios intitulado Leituras do Desejo em Camilo Castelo Branco, Opera Omnia, 2010 (269 págs.). Trata-se de um conjunto de estudos críticos, da autoria de investigadores de várias universidades (de Portugal, Espanha e Brasil). Procurando ler Camilo a partir de renovadoras orientações temáticas e críticas, estes ensaios centram-se na importante questão do desejo, que atravessa o universo ficcional camiliano.
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sexta-feira, 30 de abril de 2010
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Cândido Martins (docente de EACs) apresenta "O Morgado de Fafe em Lisboa" de C. Castelo Branco
Hoje, 10 de Julho de 2009, pelas 21h00, José Cândido Oliveira Martins fará a apresentação da comédia camiliana O Morgado de Fafe em Lisboa, no âmbito do programa da XX Feira do Livro de Vila Nova de Cerveira.
Este professor da Universidade Católica (Braga) é responsável pela recente edição desta obra de Camilo Castelo Branco, O Morgado de Fafe em Lisboa (Opera Omnia, 2009), com introdução crítica, fixação do texto e notas.
Segue-se a representação da peça pela companhia de teatro "Nova Comédia Bracarense", com entrada livre. É uma iniciativa da Biblioteca e da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira. Esta representação insere-se num projecto de itinerância cultural, passando por várias vilas e cidades (com representações em Braga, Famalicão, Fafe, Arcos de Valdevez, Santa Maria de Lamas, etc.). Dentro do espírito do Programa Nacional de Leitura, a ideia é servir-se do teatro como forma de motivar para a leitura e para o conhecimento da literatura portuguesa.
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quarta-feira, 24 de junho de 2009
"Casas de Escritores no Minho"
Neste texto, Cândido Martins enaltece a publicação da Obra de Secundino Cunha, Casas de Escritores no Minho (fotografias de Sérgio Feitas), pondo em relevo o estimável valor patrimonial adstrito a estes Bens Culturais que são as Casas dos catorze escritores aqui evocados.
Originalmente publicado na Liminana - Revista de Informação, Cultura e Turismo (Lisboa, Ano II, nº 9, Outubro de 2008), este texto é um permanente convite à redescoberta da memória cultural na companhia de um punhado dos nossos melhores Escritores.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
"Vinte Horas de Liteira" de Camilo: uma salutar "insónia"
Transcrevemos a reacção de um leitor à "Noite de insónia" na qual se debateu o texto de Camilo Vinte Horas de Liteira, bem como o comentário do responsável por aquela iniciativa:
Positivamente tocado pela escolha que Cândido Martins fez do texto de Camilo Vinte Horas de Liteira para a sua segunda “Noite de Insónia”, e apesar de nela não ter podido participar, desejo deixar um breve apontamento acerca da razão do apreço que nutro por esta obra.
Antes de mais, para mim, "Vinte Horas de Liteira" representa a condição programática da estética da criação de Camilo, a qual vem sendo formulada desde o seu primeiro romance, "Anátema". É através do seu alter-ego António Joaquim (personagem que aparece em romances como o "Sangue" e "Doze Casamentos Felizes") que o auto-narrador expõe as grandes questões estéticas, tais como a condição do ser-artista, o papel dos editores perante o escritor, o emergir do tema perante o escritor, as relações do criador com o leitor, o papel da literatura perante a problemática do fingimento e perante os valores morais, o papel da imaginação e da memória no acto de geração da obra de arte.
Entremeadas nestas temáticas, surge na obra também uma certa fenomenologia do amor moldando os vários tipos humanos, espraiados numa multiplicidade de histórias às quais acedemos através da já referida figura de António Joaquim.
Neste contexto ganha fôlego a reflexão que Camilo empresta à poesia, ao papel dos folhetinistas (os quais, depois, dão em políticos), às paixões, aos costumes, ou a relação entre as personagens.
Outros temas e outras preciosidades subsistem nesta obra de Camilo Castelo-Branco. Porém, esta breve ponta aqui levantada já mostra, na nossa perspectiva, a atenção que ela merece.
Amadeu Gonçalves, Antigo Aluno da Faculdade de Filosofia
Comentário do Prof. Cândido Martins:
Obrigado pelo pertinente e interessado comentário. Estes tópicos que menciona foram algumas das ideias partilhadas pelos presentes na última sessão da Comunidade de Leitores "Noites de Insónia", na Casa de Camilo. Com efeito, "Vinte Horas de Liteira" singulariza-se por ser uma história cuja organização é determinada por múltiplas reflexões metanarrativas, de variada temática. Através do estratagema do diálogo constante entre o narrador-autor e a personagem de António Joaquim, Camilo conta um sedutor conjunto de pequenas histórias, ao mesmo tempo que apresenta uma espécie de poética da sua ficção, embora de forma dispersa, mas não menos interessante. Uma das leituras possíveis é que assistimos ao diálogo crítico e auto-crítico de Camilo com ele próprio (muitas vezes em cativante regime de ironia e de auto-paródia), através desta interposta personagem. Deste modo, António Joaquim pode ser visto como um espelho diante do qual Camilo desnuda os seus processos ficcionais e a sua concepção de arte literária e do papel do artista-escritor. Em suma, o leitor vai assistindo à reflexão constante do narrador-autor em torno da construção da própria narrativa, por um lado; e por outro, ao pensamento sobre o papel da literatura e o lugar do escritor, por outro. Tudo isto faz de "Vinte Horas de Liteira" uma obra central na produção literária de Camilo Castelo Branco, isto é, uma escrita que se pensa a si própria, num constante exercício de auto-crítica estética.
Cândido Oliveira Martins
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sexta-feira, 29 de maio de 2009
Professor de EACs anima “Noites de insónia”
Cândido Martins é o dinamizador de uma Comunidade de Leitores, que se reúne mensalmente na Casa-Museu de Camilo, em S. Miguel de Seide, para melhor conhecer e fruir a obra de Camilo.
A iniciativa partiu do Centro de Estudos Camilianos, com o patrocínio da Câmara Municipal de Famalicão e realizar-se á ao longo de 2009.
Este docente da Universidade Católica garante que o imaginário camiliano desencadeia este efeito: “ninguém prega olho”.
Apesar de congregar já um número variado de pessoas, aquela comunidade está aberta a novas inscrições. Fica o convite especialmente dirigido aos estudantes (antigos e actuais) de EACs.
Toda a grande arte nos diz respeito.
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