quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Orar, fotografar e partilhar!

Desde os tempos imemoriais a arte, a criação artística são uma mediação fundamental na relação do homem com o transcendente, nomeado de muitos modos e representado de muitas formas. O enigma e o mistério da vida, do mundo, da história, são transfigurados pela inspiração estética na potência do Invisível que nos fala, nos atrai, nos faz descentrar de nós para nos concentrar no Absoluto. João Paulo II, na célebre Carta aos artistas identificou a centelha divina que habita na criação artística: «Toda a autêntica inspiração encerra em si algum frémito daquele “sopro” com que o Espírito Criador permeava, já desde o início, a obra da criação». Poderíamos acrescentar: toda a autêntica experiência estética participa também daquele “sopro”. Façamos nós também a experiência artístico-espiritual. Uma proposta de oração, com a fotografia, partindo do silêncio, da meditação e da contemplação. Antes da máquina, o olhar, a abertura interior ao mundo que me rodeia. De seguida, o registo fotográfico e a partilha.Entre o olhar e o fotografar há muitas similitudes. Quem não experimentou já olhar como quem fotografa? Mas agora, trata-se de fotografar não só a partir do olhar mas também a partir de uma atenta escuta interior. Esta actividade será orientada pelo Fernando Ribeiro (1º Ciclo/3º ano de Filosofia), um entusiasta da arte, sobretudo das possibilidades da fotografia, frequentador das iniciativas do curso de EACs. Decorrerá no fim-de-semana de 18 a 20 de Outubro, na Casa da Torre, em Soutelo-Braga.Para mais informações, contactar: 253310400 - e-mail: casadatorre@jesuitas.pt Nota: é necessário trazer máquina fotográfica digital e os respectivos cabos de ligação ao computador. Será útil para a partilha.

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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Convívio - S. João/08

No Curso de Estudos Artísticos e Culturais a festa da cultura e a cultura da festa andam sempre de mãos dadas! Gostamos da alegria, do bom humor, da amizade, de relações humanas solidárias. Ainda que, com algum atraso, aqui ficam as fotos do convívio organizado pelos alunos do 1º ano de EACs, por alturas do S. João/08. Como se vê, boa disposição e iguarias de fazer crescer água na boca foram coisas que não faltaram...

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A rede EURES e as oportunidades de trabalho (na área da cultura)

Dado o interesse dos programas da rede Eures na mobilidade e criação de emprego na União Europeia, para jovens licenciados em todas as áreas profissionais e particularmente na da cultura, transcrevemos aqui uma parte do texto de Barbara Wong, “Rede Eures oferece três milhões de empregos na EU” in Público, 05 de Outubro de 2008: «O mercado de trabalho da União Europeia (EU) é muito heterogéneo, se há zonas onde o desemprego impera, noutras é difícil encontrar mão-de-obra. Este é dos grandes problemas na UE, segundo Christoph Maier, director-geral do Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades da Comissão Europeia, anteontem, num encontro em Paris da rede Eures, que promove através da Internet a mobilidade de emprego entre os cidadãos europeus. Neste momento, a rede tem uma oferta de três milhões de empregos na UE.No página http://ec.europa.eu/eures é possível encontrar ofertas de trabalho em todos os países da Europa. Foi através do site e de um concurso em que participou que Nuno Fragoso, de 31 anos, licenciado em Gestão de Actividades Culturais, está a ter uma experiência de trabalho como recepcionista no parque PortAventura, em Espanha, onde ganha o triplo do que conseguia em Portugal. (…/…) A mobilidade de emprego promovida pela rede Eures há 14 anos permite colmatar a necessidade de mão-de-obra nas regiões onde é mais necessária. Existem mais de três milhões de ofertas, quando a Europa tem cerca de 16 milhões de desempregados. (…/…) Para os empregadores, o forte deste programa é a possibilidade de receber pessoas com diferentes perspectivas do trabalho, ideias novas e culturas diversas, referem.As ofertas de trabalham variam, das que pedem formações de nível médio às que exigem o ensino superior. É sempre uma mais-valia saber uma ou mais línguas estrangeiras, reconhece Nuno Fragoso, que, além do inglês e castelhano, já percebe catalão e está a aprender francês, pois gostaria de vir a trabalhar na Suíça.»

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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Recém-licenciada em EACs convidada pela Sociedade Martins Sarmento (Guimarães)

Tendo terminado a Licenciatura em Estudos Artísticos e Culturais, a Filipa Catarina já não olha para o mercado de trabalho através de um interminável binóculo... O sonho distante toma forma de realidade ao ser contactada pela Sociedade Martins Sarmento para desenvolver projectos e actividades na área educativa. Na verdade, a biblioteca desta respeitável Instituição vimaranense fora para a Filipa, durante o estágio do segundo semestre 07-08, um porto de abrigo para a pesquisa e investigação do tema do seu trabalho. Vê-se que a sua presença não passou despercebida... Um sorriso de muita esperança, um enorme desejo de agarrar esta oportunidade, a satisfação de poder trabalhar naquilo que verdadeiramente gosta de fazer... Foi esta Filipa a portadora da óptima notícia que muito nos incentiva, precisamente no alvorecer deste ano escolar. Que os estudantes continuem pródigos em dádivas de notícias como esta. Parabéns, Filipa. Toda a nossa Escola a apoia.

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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Antiga Aluna dinamiza Associação e convida para a inauguração

Já nos tinha soado que, desde a finalização da licenciatura em EACs, a Andreia Gomes iniciara uma imparável dinâmica de lançamento de iniciativas de âmbito cultural e social. Na Freguesia de Adaúfe (Braga) não tem dado descanso aos responsáveis executivos, empenhando-se tenazmente, também, na criação e instalação de uma Associação. Os seus esforços aí estão a dar os primeiros frutos, precisamente com a inauguração da Associação. Sabemos que as suas metas não terminarão por aqui. Grandes voos e projectos começam sempre por pequenos passos… Desejamos-lhe os melhores êxitos para os projectos em que está envolvida.
Aqui fica o convite que esta colega a todos nos endereça: A “ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA DE ADAÚFE” convida V. Ex.ª, sua família e amigos a estarem presentes no dia 19 de Julho de 2008, pelas 21 horas, no Passal da Igreja Matriz de Adaúfe, para a inauguração desta Associação. A festa prolongar-se-á pela noite dentro, e terá como motivos de atracção: actividades desportivas, mini feira de artesanato e de livros, tenda de crepes e caipirinhas. Terminará com música ao vivo com os DARKSOUL, banda de jovens artistas da Freguesia de Adaúfe. Contamos com a vossa presença.

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quarta-feira, 18 de junho de 2008

Rui Madeira, novo docente de EAC’s: «gostaria de ver instituída uma verdadeira política de Ensino»

“O Corpo e a Vontade – Atelier de artes teatrais” é a disciplina que o Actor Rui Madeira leccionará no Curso de Estudos Artísticos e Culturais no próximo ano lectivo (1º semestre). Trata-se de uma Oficina sobre “ferramentas" para a animação, criação artística e comunicação, a partir do Teatro. Encenador e Actor Profissional, Rui Madeira é o Director artístico da Companhia de Teatro de Braga e Administrador-Delegado do Teatro Circo de Braga desde 1988. Trabalhando regularmente em cinema e televisão, é sobretudo no teatro que mais se tem notabilizado a sua qualidade artística. Com larga experiência lectiva nas áreas das Práticas Teatrais, Rui Madeira é um nome consultado nas questões relacionadas com a situação do teatro e uma voz bem audível na apreciação da política cultural nacional e internacional. De um troço de conversa, eis um breve registo das opções culturais e dos gostos estéticos que alimentam a sua reflexão e a sua actividade no campo artístico e cultural. Da programação televisiva e radiofónica apenas lhe interessa a informação. As suas preferências vão para o cinema, destacando “Os Malditos” de Visconti, “O Criado”, com Dirk Bogarde (um dos seus actores preferidos), o “Sacrifício” de Tarkowski, o “Sol Enganador” de Mikhalkov… Na música revela um gosto bastante eclético, pontificando a França de J. Brel, Aznavour, Ferré, Montand, Regiani; a música brasileira e sul-americana, de Chabela Vargas e La Lupe. O bom fado é uma das suas predilecções - Cristina Branco, Aldina Duarte, Amália sempre, Mariza, Carlos do Carmo, bem como os mais antigos Marceneiro, Manuel de Almeida, António dos Santos. Quanto à música portuguesa actual destaca “os seus amigos” Jorge Palma, Abrunhosa, Xutos, Reininho, Adelaide Ferreira. Do jazz destaca Carlos Barretto e Bernardo Sassetti. No domínio da literatura recusa-se a destacar o inevitável “livro da sua vida”, antes prefere a pluralidade: «há livros lidos em circunstâncias e idades diferentes»: “Recordações da Casa dos Mortos” de Dostoiévski, “A Montanha Mágica” de Thomas Mann, Thomas Bernhard - sobretudo “Antigos Mestres”, bem como “Jardim de Cimento” de Ian McEwan… Dos “papéis” que representou, ao longo de mais de 30 anos de carreira no Teatro, destaca o de Valério em “Leôncio e Lena” de Buchner, Jimmy em “O Tempo e a Ira” de Osborne, um outro em “Polaróides Explícitas”, como os que mais o preencheram. Mas não no sentido de se ter sido invadido por eles: «As personagens – afirma - não se me colam à pele. É um processo e uma metodologia de criação. Não faço parte dos actores que “encarnam personagens”». É sempre no registo da interacção com a alteridade que o seu ser-actor se constrói: «Na criação de um personagem procuro a respiração e a partir daí o ritmo, a fala, o corpo, o olhar, enfim os sentidos e o confronto com os outros personagens. Grande parte da criação de um personagem por um actor descobre-se naqueles com quem contracena.» E como vive este “actor cultural” o ambiente cultural bracarense? «Sinto que Braga tem de trazer mais para a discussão pública a cultura como tema e processo. Sinto que Braga precisa de crescer rapidamente até aos 200 mil habitantes para entrar em parâmetros culturais europeus. Sinto que o problema de Braga é um problema de País. Braga tem razões para ser mais culta.» Quanto às principais mudanças que Rui Madeira gostaria de ver implementadas, na área da cultura em Portugal, sublinha a urgência de uma definição de objectivos estratégicos nacionais para um arco temporal de 10 anos, de políticas integradas em ordem à estruturação do país em domínios como a criação e a circulação artísticas. Mas, prioritariamente, «gostaria de ver instituída, por uma vez no meu País, uma verdadeira política de Ensino. Política essa que valorizasse e instituísse A ideia de Aprender enquanto um Acto de Cidadania, a ideia de Escola como O Lugar onde apetece estar e a ideia de Trabalho como Acto de Prazer». Sublimes expectativas com um pano de fundo de salutar Utopia.

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segunda-feira, 9 de junho de 2008

Gulbenkian subsidia projectos em Estudos de Arte

A fim de incentivar a valorização profissional de jovens investigadores nas áreas de Estudos de Arte, a Fundação Calouste Gulbenkian subsidia, anualmente, projectos de investigação nas componentes da crítica e reflexão teórica, da arte moderna e contemporânea. Os candidatos deverão possuir já um currículo significativo mas que ainda não se encontrem totalmente inseridos em estruturas profissionais na sua área de especialização. Data para apresentação de candidaturas: 30 de Setembro de cada ano. Mais informação e regulamento.

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quinta-feira, 5 de junho de 2008

"Marie Antoinette" encerra Ciclo de Cinema em Tibães dedicado ao tema do Neobarroco *

O filme “Marie Antoinette”, de Sofia Coppola, encerra esta sexta-feira, dia 6 de Junho, às 21h00, o Ciclo de Cinema em Tibães. Esta será a quarta e última sessão de um ciclo que foi planeado e desenvolvido no âmbito de um projecto de estágio do Curso de Estudos Artísticos e Culturais protocolado entre a Faculdade de Filosofia de Braga e o Mosteiro de S. Martinho de Tibães. O Ciclo de Cinema em Tibães procurou desde logo enquadrar o seu programa conceptual sob as potencialidades estéticas e culturais do Mosteiro. O resultado foi um conjunto de quatro filmes, caracterizados pelos seus diversos elementos estilísticos, que estabelecem ligações a uma sensibilidade Neobarroca, sensibilidade entendida como rede de relações múltiplas que não cessam de se estender e impregnar toda a cultura contemporânea, no qual o cinema se inclui. Poderemos considerar o ciclo como uma mostra de filmes sobre uma época artística, historicamente datada, porém o termo Neobarroco define-se ou caracteriza-se pelos desenvolvimentos culturais contemporâneos, ao qual a estética barroca pôde, em regresso, dar novos impulsos desde as vanguardas dos anos vinte à estética pós-moderna. Nesse sentido entenda-se o Neobarroco como uma sensibilidade, um espírito, um modo de encarar a vida e de habitar o mundo. Não surpreende, portanto, que sob este tema global, a potencialidade das imagens, dos sons e das palavras, ganhem permanência para além do seu instante fílmico, ao motivarem os debates no final de cada sessão, desdobrando-os em discussões temáticas que vão desde a técnica e linguagem cinematográfica ao imaginário colectivo que os filmes deixam entrever. Depois de “Pola X”, “Rapariga com o Brinco de Pérola” e “Dias Selvagens”, “Marie Antoinette” é um filme electrizante, conta a história íntima da vida turbulenta de uma das vilãs favoritas da história mundial. A vida da infeliz princesa que casou com o jovem e apático Rei de França, Louis XVI. Sentindo-se isolada numa corte onde abundavam o escândalo e a intriga, “Marie Antoinette” desafiou tanto a realeza como o povo, vivendo como uma estrela de rock, o que serviu unicamente para selar o seu destino. Música contemporânea e imagens de época coabitam num mesmo universo.
* Francisco Ferreira, aluno de EAC, em estágio no Mosteiro de Tibães.

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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Blog EAC no telemóvel

A partir de hoje já é possível visualizar o blog de EAC no telemóvel. Basta inserir o seguinte endereço http://eacfacfil.mofuse.mobi .

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quarta-feira, 28 de maio de 2008

Filme de Wong Kar-Wai no estágio de EAC - Mosteiro de Tibães

Terá lugar no Mosteiro de Tibães o visionamento do filme “Dias Selvagens” de Wong Kar-wai, no próximo dia 30 de Maio (Sexta-Feira), às 21h00. Esta sessão integra o Ciclo de Cinema dedicado à problemática do “barroco e neobarroco”, organizado pelo núcleo de estágio em Estudos Artísticos e Culturais, a decorrer naquela Instituição. Tal como as anteriores, esta sessão iniciar-se-á com uma breve apresentação do tema/filme realizada pelo estagiário Francisco Ferreira, e finalizará com um debate introduzido e moderado pelo mesmo estagiário.

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domingo, 4 de maio de 2008

O Deutsche Bank e a Arte

O que levará uma instituição bancária, como o Deutsche Bank a constituir uma colecção de mais de 53 mil obras de arte? Certamente, dir-se-á, a perspectiva de um fabuloso investimento financeiro, já que, quando realizada com critério e conhecimento, a aquisição de obras de arte se tornou, para muitos, uma aplicação altamente rentável e das mais seguras a médio/longo prazo. Contudo, surpreendentemente, não é essa a finalidade que Friedhelm Huette, presidente da Deutsche Bank Art diz ter em mente, mas sim o enriquecimento dos seus funcionários, dos seus clientes e mais mediatamente, dos artistas que tais aquisições acabam por valorizar e reconhecer. As obras adquiridas por esta instituição financeira são colocadas no local de trabalho dos seus funcionários e vistas directamente pelos seus clientes, promovendo assim a fruição estética e o interesse cultural pela arte. Certamente, não será despicienda a valorização financeira e a mais-valia económica que esse acervo vai garantindo para a empresa. Mas, é verdade que a sua política de aquisição de obras de arte tem outros “condimentos”. Por isso, vale a pena ler a entrevista publicada no Deutsche Welle–World.de que aqui recomendamos.

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quarta-feira, 30 de abril de 2008

Estágios de EAC's na Comunicação Social

O Jornal Diário do Minho publicou na sua edição de 29 de Abril de 2008 (p. 6), a notícia intitulada “Estagiários da Facfil realizaram plataformas virtuais para museus”, onde destaca as produções dos alunos de Estudos Artísticos e Culturais realizadas nos estágios do primeiro semestre de 2007-08. A notícia dá particular relevo aos cd-roms que permitem a realização de visitas virtuais aos museus Nogueira da Silva e Mosteiro de Tibães. Foto e texto da notícia in website de EAC's.

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Festival da Cultura em S. Paulo: um milagre económico!

A “Virada Cultural” trouxe para o centro da Cidade de S. Paulo, transformando-o num grande boulevard, cerca de 4 milhões de pessoas, tornando-se num dos maiores eventos culturais do mundo. Verdadeiro festival da arte e da cultura, desfrutado pelos paulistanos e visitantes, num non stop de 24 horas de 26 a 27 de Abril, esta festa garantiu à economia local um nada despiciendo contributo de cerca de R$ 90 milhões. Outros dados que impressionarão os mais cépticos: a SPTuris trouxe 120 operadores de turismo, do Brasil e América do Sul, para conhecerem o evento, colocando-o como um dos principais produtos turísticos da cidade. Quando, por cá, cronicamente, se discutem as migalhas do orçamento para o sector cultural, e a nível das políticas públicas se assiste à retirada do investimento do Estado das áreas da promoção cultural, é bom atentar nesta iniciativa, que apesar da extraordinária mais-valia económica (e não só), não depende de nenhum tipo de patrocínio privado, sendo organizada pela Prefeitura de São Paulo, e realizada pela Secretaria Municipal de Cultura. Afirmação da cidade como pólo cultural, participação social, animação económica, enriquecimento pessoal, factor da educação para a cidadania… Mas, por que é que tarda a aposta neste sector? Mais informação.

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terça-feira, 22 de abril de 2008

Amélia Fernandes dá à estampa mais uma obra de Poesia

Teve lugar no passado dia 10 de Abril, na Livraria Centésima Página, em Braga, a apresentação da mais recente obra da "Poetisa de Arosa", intitulada Flores para Ti. A apresentação da obra esteve a cargo do Doutor Manuel Monteiro, professor da Universidade Lusíada. Na sequência da abordagem à poesia desta autora, declamou o poema "Palmilhar a Serra", «vivida ilustração do árduo, mas fascinante e honroso percurso da poetisa». Destacou também a coragem, o patriotismo, o humanismo, o sentimento enquanto valores presentes na obra e na vida da autora. Usaram ainda da palavra o Doutor Barroso da Fonte, o Professor David Araújo e Fátima Lobo, na qualidade de antiga Professora da autora na Faculdade de Filosofia de Braga da Universidade Católica. A sessão finalizou com a declamação de poemas da autora. O Curso de EAC’s felicita esta Antiga Aluna pelo seu notável itinerário, augurando que a sua fonte poética nos continuará a brindar com Flores de beleza intensa.

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sexta-feira, 11 de abril de 2008

Dia do Antigo Aluno da Faculdade de Filosofia

Aos Licenciados do Curso de Estudos Artísticos e Culturais:
É já no próximo Domingo, dia 13 de Abril, que os Antigos Alunos da Faculdade de Filosofia de Braga da Universidade Católica Portuguesa comemoram o seu Encontro Nacional.
A Associação dos Antigos Alunos é, agora, o lugar natural para a revitalização do espírito académico, fortalecimento da amizade e da solidariedade entre todos os que frequentaram a nossa Escola. Enquanto força social, profissional, intelectual, a nossa Associação é veículo de expressão das nossas necessidades e dos contributos que podemos dar à Faculdade e à Universidade Católica.
Para tudo isto é fundamental a união de todos os AA. Os estudantes de EAC's têm-se distinguido, entre outros aspectos, pela sua presença activa nos acontecimentos da Faculdade, pela sua alegria e criatividade. Daqui o nosso apelo ao grupo dos primeiros Licenciados para que se inscrevam na Associação e venham a este Encontro.
Os endereços para contacto são:
- Associação de Antigos Alunos da FacFil - Pr. da Faculdade de Filosofia, n.º 1 - 4710-297 Braga
- Telf. 253201200
- e-mail: http://antigosalunosfacfil.wordpress.com/ (onde consta o Programa).

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sexta-feira, 4 de abril de 2008

Financiamento e Promoção da Cultura, por Alfredo Dinis*

Entendo que sendo a cultura uma questão de interesse geral, o seu financiamento - tanto ao nível da criação como ao da fruição - deverá ser assegurado em parte pelo Governo, em parte pelas instituições e empresas privadas, e em parte pelas pessoas que usufruem dos bens culturais. Creio que o mais importante que está por fazer é a criação de públicos, de ambientes e de oportunidades dessa criação e fruição culturais. A Faculdade de Filosofia, sobretudo através do curso de EAC's deverá, quer através da cooperação com outras instituições, quer também através de iniciativas próprias, contribuir para o desenvolvimento desses públicos e dessas oportunidades de criação e fruição culturais acima referidas. Um dos meios para atingir estes fins é o contacto regular e estruturado com instituições de ensino, como as Escolas Secundárias, e com outras instituições, públicas e privadas, promovendo, pelo menos, a informação e o interesse das pessoas no que se refere às iniciativas culturais programadas, não só a ní­vel local. Também a oferta de acções de formação de diversa natureza, incluindo cursos de breve duração na área da cultura, bem como a realização de seminários, work-shops e colóquios, poderá sensibilizar muitas pessoas para o 'mundo da cultura', um mundo que tantas desconhecem ou do qual se sentem excluí­das, em parte porque a cultura de qualidade é cara.

* Professor, Director da Faculdade de Filosofia da Universidade Católica, Braga

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quarta-feira, 2 de abril de 2008

Curso de Estudos Artísticos e Culturais participou em debates no Teatro Circo de Braga

No âmbito do IIº Festival das Companhias de Teatro Descentralizadas e do Dia Mundial do Teatro, que decorreram em Braga, de 25 a 30 de Março, a Companhia de Teatro de Braga (CTB) organizou um ciclo de debates em redor das questões da actividade artística e cultural, tendo neles participado diversas entidades da área das artes, da cultura, das autarquias e do ensino superior, entre as quais se contou o Curso de EAC’s da FacFil. A actualidade e pertinência das questões levantadas nesses debates, a vivacidade das discussões, o interesse que despertou nos intervenientes constituem o melhor testemunho do acerto das opções dos seus promotores. Parabéns à CTB e especialmente ao seu director Rui Madeira, a quem agradecemos também o honroso convite. Da nossa parte, foi com muita expectativa que propusemos a continuidade da reflexão que ali aconteceu, certamente mais orientada para a problematização da especificidade da situação artística e cultural de Braga e da sua região envolvente. A sintonia entre as diversas entidades presentes quanto a um núcleo de preocupações comuns, bem como a consciência de naturais divergências, as pistas de trabalho ali surgidas, e sobretudo o sentimento de que podemos/devemos fazer algo mais pela promoção e enriquecimento cultural da nossa Cidade e de toda a região, actuando de um modo mais concertado e estruturado, levou-nos a formular a proposta da constituição de um grupo de trabalho que integre as diversas instituições e entidades que intervêm no campo da arte e da cultura, um grupo de missão com o objectivo de agenciar sinergias, reflectir, coordenar e implementar uma estratégia de afirmação cultural da Cidade e da Região, num contexto onde, cada vez mais, o global se permuta com o local e com o regional. Tal como afirmámos, não nos parece que seja suficiente a implementação de parcerias “bilaterais” entre algumas das instituições e entidades que estão no terreno; isso já se vai fazendo com resultados claramente positivos. Mas é preciso passar a um patamar mais amplo do ponto de vista da representatividade e da inclusão, e mais exigente do ponto de vista funcional e de atribuição de competências, para que um efectivo trabalho em rede na área da arte e cultura tome forma e conteúdo. O Curso de EAC’s da Faculdade de Filosofia participou neste evento, sobretudo em duas sessões. A primeira delas foi dedicada às “Estratégias de financiamento, promoção e circulação dos bens culturais”, cuja introdução e lançamento do tema esteve a cargo da Profª. Ana Sofia Thenaisie Coelho, actual docente da disciplina de “Introdução às Técnicas da Conservação das Artes”. A outra sessão, dedicada ao tema “A contribuição da Universidade no processo de criação e fruição cultural” contou com a intervenção do docente da Faculdade Carlos Morais. Sendo ambas as questões de grande actualidade e particularmente problemáticas, complexas, e passíveis de abordagem desde múltiplos ângulos – só para referir alguns: política da cultura, desenvolvimento económico, opções orçamentais, paradigma cultural, estatuto e função da arte, formação de públicos, conceito de gosto e educação, projecto pedagógico, concepção de universidade – gostaríamos de convidar os nossos leitores a pronunciarem-se sobre elas. Para facilitar o diálogo e o comentário codificamo-las em duas perguntas: 1 - Quem deve financiar os projectos artísticos e culturais? O Estado? Os privados? Os próprios autores? 2 - O que pode e deve a Faculdade de Filosofia fazer para fomentar a criação e fruição cultural? Está aberto o debate. Formule as suas opiniões.

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