sábado, 19 de Dezembro de 2009

Antiga Aluna Amélia Fernandes num encontro com o escritor Mário Zambujal


Com data de 08 de Dezembro recebemos mais esta boa notícia das actividades poético-literárias da Antiga Aluna Drª Maria Amélia Fernandes e do encontro com o escritor Mário Zambujal. Aqui ficam as suas palavras:
“Tenho vindo a desenvolver várias actividades na Biblioteca Municipal de Fafe. Na sequência da publicação do meu mais recente livro Um Natal na Minha Infância, estas multiplicaram-se. Na passada quinta feira (...) partilhei com Mário Zambujal o belíssimo auditório da referida Biblioteca, assistindo, desta vez, à apresentação do mais recente livro deste autor: Uma noite não são dias. (...) o que me proporcionou o ensejo e o prazer de com ele conversar e partilhar ideias. Foi para mim motivo de regozijo ouvir do jornalista e escritor palavras elogiosas e de incentivo. (...) Conhecer e conversar pessoalmente com Mário Zambujal constituiu para mim uma "mais-valia". A sua inteligência e sensibilidade são atributos essenciais que eu admiro".

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quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

Professores do Curso de EAC participaram em Colóquio Internacional dedicado a Maria Judite de Carvalho


Assinalando os 50 anos sobre a publicação do livro de narrativas, Tanta Gente, Mariana, de Maria Judite de Carvalho, realizou-se em Paris, de 4 a 6 de Novembro de 2009, um Colóquio Internacional, intitulado "Maria Judite de Carvalho. Thèmes, genres et représentations".
Participaram neste Colóquio (organizado pela Université de Sorbonne – Paris IV) dois professores da Faculdade de Filosofia, docentes do curso de EAC – José Cândido de Oliveira Martins e João Amadeu Carvalho da Silva –, que nesse evento apresentaram as suas comunicações.

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quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

As Penas e as Escamas, pelo Prof. Luís da Silva Pereira


A primeira referência às sereias aparece no canto XII da Odisseia de Homero, quando Circe adverte Ulisses dos perigos enormes que o esperam. Fala das sereias que habitam no prado de uma ilha, entre ossadas humanas e corpos de pele mirrada. E logo lhe dá o remédio contra a sedução do seu canto: tapar com cera os ouvidos dos companheiros e atarem-no a ele a um mastro do navio.
Aqui se apresentam os sentidos primordiais de sedução e morte que às sereias se atribuíam. Curiosamente, Homero não descreve o seu aspecto. Gaio Plínio Secundus, porém, no Naturalis Historia (Livro 10, cap.49), cataloga-as entre os pássaros fabulosos. Por sua vez, Apolónio de Rodes, no livro IV de A Argonáutica, refere – e é a primeira vez que se lhes traça uma das várias genealogias - que eram filhas de Terpsícore e de Aqueloo, e descreve-as como “meio humanas e meio aves na forma”.
A palavra “sereia” poderá ter chegado ao Ocidente, não apenas através dos clássicos, mas também através da Bíblia. Com efeito, na tradução dos 70 feita por S. Jerónimo para latim, conhecida por Vulgata, no Livro de Isaías (XIII, 21-22), traduz-se o hebraico tannim por sirena. Pode ter sido ainda por outra via que o Ocidente teve conhecimento da palavra “sereia” e do seu conteúdo conceptual: através do célebre Fisiólogo, provavelmente do séc. II d.C., escrito em grego, livro no qual se procura dar o sentido alegórico dos animais referenciados na Bíblia. O Fisiólogo foi traduzido do grego para latim talvez no séc. V, e teve enormíssima difusão, influenciando profundamente os bestiários medievais e a iconografia por eles suscitada.
Por finais do séc. VII d. C., ou inícios do VIII, aparece uma nova representação: metade mulheres, até ao umbigo, e cauda de peixe, daí para baixo. Onde se operou essa transformação? Quem a fez?
Segundo Edmond Faral , o aparecimento de um novo tipo de sereia dá-se num livro chamado Liber Monstrorum de diversis generibus (Livro dos Monstros de Diversos Géneros). É nele que, pela primeira vez, se descrevem as sereias, até ao umbigo, com um corpo de rapariga, inteiramente parecidas com a espécie humana, tendo, no entanto, caudas escamosas, sempre escondidas dentro da água.
Esse livro é proveniente da Irlanda ou, pelo menos, de um país anglo-saxónico. O nome do autor é-nos fornecido por Thomas de Cantimpré, que morreu por volta de 1270. Refere que foi um tal Audelinus, filósofo que escreveu pouco, mas de grande qualidade, o autor do Liber Monstrorum.
Audelinus é a forma latina do nome anglo-saxónico Aldhem. Este Aldhem foi abade de Malmesbury e depois bispo de Sherbone (639-707.
Aparecem ainda outros tipos de sereias na Idade Média. No segundo quartel do século XII, surgem que combinam a mulher-ave com a mulher-peixe. É deste modo que são descritas no Aviário de Hugo de Fouillois, por exemplo. No Fisiólogo Armenio são apresentadas, do umbigo para baixo, com aspecto de pássaros, de asno ou de touro. No Bestiaris I, encontra-se um tipo de sereia metade mulher e metade cavalo. Em vez de cantar toca suavemente trompa com a qual adormece os homens para depois os matar.
O simbolismo da sereia é muito variado, mas sempre fortemente negativo. Salientamos os seguintes valores simbólicos:
1. Mulher sedutora, perigosa e mortífera, horrivelmente feia. Adormece o homem com o seu canto para depois matá-lo. É a tradição clássica.
2. Mulher prostituta, na tradição interpretativa de Isidoro de Sevilha.
3. Mulher demónio. Encontra-se no Roman de Brut, de Wace, 1155.
4. Mulher-louca ou insensata, que seduz o homem com a suavidade das suas palavras, mas depois os conduz à pobreza e à morte. Por outro lado, as asas da sereia significam que o amor da mulher vai e vem, quer dizer, é um amor inconstante (Pedro, o Picardo, no seu Bestiário). Esta visão da mulher como ser inconstante e volúvel vem da Antiguidade Clássica: varium et mutabile sempre femina.
5. Já Isidoro de Sevilha interpretava o facto de as sereias apresentarem asas e garras como querendo significar que o amor voa e fere.
6. Simbolizam também as riquezas deste mundo.
Anne et Robert Blanc, numa obra intitulada Monstres, Sirènes et Centaures Symboles de l’art roman, tentam esclarecer o sentido das representações de sereias na arte românica.
As sereias românicas, quer em esculturas de capitéis ou arquivoltas, nos tímpanos ou nos lintéis, quer em afrescos das paredes, nunca são de filiação clássica, metade mulheres, metade aves, mas sempre de filiação celta, metade mulheres, metade peixes, umas vezes ostentando longas cabeleiras soltas, outras vezes exibindo os seios túrgidos. Quase sempre seguram a cauda com uma das mãos, quando ela apresenta forma simples; às vezes com as duas, quando apresenta forma bífida. A cauda bífida parece ser uma invenção dos escultores românicos. Qual será o seu significado? Para mim é óbvio: estabelece um paralelismo simbólico com a figura humana que, em numerosas esculturas românicas, segura com as mãos os tornozelos, simbolizando desse modo o controle total dos seus passos. Mas talvez possamos ver também nessa bifurcação da cauda uma necesidade de simetria ou simples transposição da forma que a cauda de alguns peixes ostenta.
Poderemos dizer que as sereias românicas, ou celtas, apresentam, ao contrário das greco-romanas, uma face benfazeja. Elas são apresentadas em posição de quem defende os homens dos monstros que os atacam, quando não são elas mesmas atacadas por esses monstros. São, pois, aliadas dos homens e não suas inimigas mortais.
Para tentar interpretar adequadamente o papel desempenhado por estas representações românicas, Anne e Robert Blanc recordam uma lenda celta, recolhida por Jean Markale: certo jovem encontra uma velha que lhe indica o caminho a seguir. Chega a uma ilha. Uma sereia vem ter com ele e propõe-lhe que a acompanhe até ao fundo do mar. Aceita a proposta porque garante não ter medo de nada. Mergulha, portanto, com a sereia nas águas profundas. À medida, porém, que vai descendo, começa a angustiar-se. A água turva-se e, no fundo do mar, saindo de sob a areia, começam a surgir seres misteriosos que sobem para a superfície. Nessa altura, o jovem fica cheio de medo. Apercebendo-se do facto, a sereia fá-lo subir rapidamente à superfície. Diz-lhe que ainda não está preparado para fazer viagens deste género e que, mais tarde, poderá tentar de novo.
Parece verosímil que os escultores românicos tivessem presentes velhas lendas celtas como esta, ao esculpirem as sereias. Anne e Robert Blanc propõem, então, uma interpretação muito positiva: a sereia será o símbolo da capacidade interior que todo o homem tem, em maior ou menor grau, de analisar tudo o que se encontra nas profundezas da sua interioridade. Elas desempenham, portanto, o papel de guias na viagem pelas profundezas do nosso psiquismo, ou então a nossa capacidade de auto-análise, a nossa consciência moral. Este é, evidentemente, um valor muito genérico. Embora com ele relacionado, as realizações escultóricas concretas apresentarão depois valores mais precisos e particulares.
Como síntese final, diremos, pois, que a sereia com cauda de peixe é de origem celta. A ela se refere, pela primeira vez, o Liber Monstrorum, nos finais do séc.VII ou começos do VIII, cujo autor foi de Audelinus ou Aldhem, abade de Malmsbury e depois bispo de Sherbone(639-707). Rica de simbolismo, a sereia românica de origem celta não é a entidade maléfica dos tempo dos gregos e romanos e dos primórdios do cristianismo, sobretudo por influência de Isidoro de Sevilha, mas uma criação dos imaginários românicos altamente sábia, benéfica e espiritual.
Gostaria ainda de chamar a atenção para o facto de não haver entre nós, segundo creio, nenhum estudo sobre a iconografia das sereias na escultura românica. Era urgente fazê-lo. E não precisávamos de ir muito longe para o iniciar. Podíamos começar pelas arquivoltas do pórtico da Sé de Braga.

P.S. Um estudo mais amplificado do tema encontra-se nas Actas do II Congresso Transfronteiriço de Cultura Celta de Ponte da Barca, Município de Ponte da Barca, 2009, pp. 39-47.

Bibliografia

BLANC, Anne et Robert, Monstres, Sirènes et Centaures. Symboles de l’art roman. Paris, Éditions du Rocher, 2006.
DAVY, M. M., Initiation à la Symbolique Romane, Paris, Flammarion, 1997.
FARAL, Edmond, “La Queue de Poisson des Sirènes” in Romania LXXIV(1953), 433-506.
SÉBILLOT, Paul, Le Folklore de France, Paris, Éd. Omnibus, 2002.

Luís da Silva Pereira

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terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

Colóquio sobre "Ética, Cultura e Filosofia Prática" organizado por Centro de Estágio (APEFP)


 A Associação Portuguesa de Ética e Filosofia Prática (apefp) organiza no próximo dia 12 de Dezembro de 2009 um colóquio que versará a temática: "Ética, Cultura e Filosofia Prática", e decorrerá na Aula Magna da Faculdade de Filosofia do Centro Regional de Braga da UCP.
Tal como já aqui referimos, este evento conta com a colaboração da Faculdade de Filosofia, reforçada pela mediação de um aluno do Curso de Estudos Artísticos e Culturais que está a realizar o seu Estágio Curricular nesta mesma Instituição.
Aqui fica o cartaz do evento e demais informação para a inscrição de todos os interessados.









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segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

Núcleo de Alunos de EACs cria grupos de trabalho

Da Comissão Instaladora do Núcleo de Alunos Antigos e Actuais da Licenciatura de EAC recebemos o seguinte Memorando da reunião do dia 07 de Novembro de 2009:
«No dia 7 de Novembro de 2009 teve lugar na sede do CAB o primeiro Encontro do Núcleo da Licenciatura EAC.
Os principais objectivos deste encontro eram: a apresentação e discussão da proposta de regulamento do funcionamento do Núcleo; estabelecer um diálogo acerca de futuras iniciativas; captação de colaboradores com vista à dinamização e actividade do mesmo.
Depois de feitas as apresentações entre todos, porque, sobretudo entre os ex-alunos e os actuais, havia alguns que não se conheciam entre si, iniciou-se um saudável debate sobre os objectivos do Núcleo.
Entre as suas prioridades defendeu-se que seria muito interessante estimular a participação cívica de todos os que representam a comunidade desta licenciatura. O propósito é a sua dinamização, com proveitos óbvios para todos, incluindo a própria licenciatura em si, no sentido de dar um contributo para uma possível requalificação da mesma; criar laços entre os actuais e antigos alunos; e ser uma voz activa de comunicação, atenta às necessidades dos seus membros, bem como à realidade das necessidades de quem termina uma licenciatura e se depara perante um mercado de trabalho saturado que mina os legítimos anseios de um emprego na área em que se qualificou e adquiriu competências específicas. Aliás, esta necessidade foi bem presente no testemunho de alguns Eacs, já licenciados e que ainda não tiveram oportunidade de ingressar no mundo do trabalho, bem como de outros que deram o seu testemunho da precariedade dos contratos de trabalho a que foram sujeitos. Por último, não poderia ficar fora dos nossos objectivos a implementação de uma dinâmica cultural, quer ligada à formação, quer a futuros eventos que o Núcleo poderá implementar através dos seus membros.
De seguida e com a participação activa de todos os presentes debateram-se as questões formais inerentes à formação dos estatutos. Ficou decidido por unanimidade que era demasiado cedo para o Núcleo se envolver em Regulamentos que iriam pesar na sua estrutura. Determinou-se deixar as formalidades e possíveis estatutos para depois e, por enquanto, implementar uma experiência piloto, leve e flexível.
A estruturação do Núcleo em Grupos foi uma ideia bem recebida, quer pela sua praticidade e fácil concretização, quer pelas vantagens inerentes a uma organização desta natureza. Uma solução que envolva parcerias e trabalho em comum terá sempre melhores resultados do que um trabalho individual. Estabelecem-se sinergias que conseguem capitalizar as energias individuais de modo que o todo seja maior que todas as partes. É certo que poderá levar algum tempo, como todo o trabalho cooperativo, até que os Grupos produzam resultados visíveis, mas os resultados a médio e longo prazo serão de certeza mais duradouros.
Estes Grupos serão constituídos à medida dos desejos e conveniências dos membros do Núcleo, ficando decidido, no entanto, a manutenção do Grupo de Coordenação que tem por função unicamente a marcação de reuniões e encontros entre todos os Grupos e membros e uma mais fácil agilização de contactos entre todos, bem como uma ponte entre o Núcleo e a Faculdade, quer a nível de contactos, quer a nível de apoio logístico.
Quanto ao funcionamento dos Grupos, estes serão completamente autónomos e independentes uns dos outros. Os membros integrarão os Grupos que escolherem e poderão frequentar mais do que um. Serão completamente autónomos e geridos pelos membros. Para uma boa articulação entre as actividades, deverão apenas comunicar o agendamento daquelas ao Grupo de Coordenação, para evitar eventuais sobreposições de agendas. O Grupo de Coordenação coloca-se ao dispor de todos para eventuais colaborações, quer logísticas, quer de agilização de contactos entre todos.
Foi proposto a todos os presentes que indicassem uma área de interesse para a constituição de grupos e foi decidido criar de imediato dois grupos: o de Fotografia, que gerou entusiasmo em muitos colegas, que falaram de uma possível formação nesta área; e um de debate e reflexão sobre temas e assuntos do interesse dos EACs e da licenciatura, que suscitem ponderação, investigação e uma posição mais atenta dos seus membros, ou simplesmente levantar e atiçar polémicas, agitar ou provocar. O nome deste grupo ainda está em debate.
Existiu ainda interesse na criação de mais dois outros Grupos, um de Poesia e outro de Organização e Gestão de Eventos.
Com vista a uma fácil e melhor comunicação entre todos foi decidido criar um grupo, no Googlegroups, pois é uma ferramenta acessível a todos e muito prática. Enviámos convites a todos os EACs e solicitámos, ainda, a todos os que não têm Gmail, o favor de criarem um para poderem aceitar o convite e participar activamente nas discussões e comunicações enviadas.
E para terminar, queremos agradecer a todos quantos participaram no Encontro a disponibilidade e o contributo dado para que o Núcleo inicie as suas actividades. Não podemos esquecer que o Núcleo somos todos nós e é um dever de cidadania rentabilizar o nosso capital social que é a licenciatura em EAC. Se conseguirmos trabalhar entre todos, de modo criativo, cooperativo e solidário, valorizando as nossas diferenças no sentido de as capitalizar para o bem comum, estaremos a ganhar TODOS. E não, não pretendemos unanimismo, mas unicidade.
Vamos, pois, trabalhar em comum, valorizar as nossas diferenças para criar algo novo e inovador, que nos permita obter resultados que nos orgulhem quer a nível académico, quer a nível pessoal.
Um apelo final: todos os EACs que não puderam comparecer neste Encontro, por um motivo ou por outro, não deixem de participar, escolher um Grupo, dar sugestões. Sabemos que a vida profissional e pessoal de cada um não deixa muito tempo disponível, mas quando existe vontade e querer, o tempo tem a particularidade de se “esticar” e… querer é poder!

A Comissão Instaladora do Núcleo de Alunos Antigos e Actuais da Licenciatura de EAC:
Anabela Guimarães, Conceição Oliveira, Filomena Fonseca

P.S.: Estiveram presentes os EACs abaixo indicados e que integram os seguintes grupos:
Fotografia: Paulo Pinto; José Bastos; Jorge Gualdino; Vítor Gandarela; Elisabete Martins; Sara Pinheiro;
Reflexão (?): José Bastos; Ana Oliveira; Regina Guimarães; Leopoldina Almendra; Conceição Oliveira; Anabela Guimarães;
Poesia: Amélia Fernandes; Conceição Oliveira; Filomena Fonseca;
Organização e Gestão de Eventos: Amélia Fernandes; Eduardo Mesquita; Evandro Semedo.»

Outras notícias acerca do Núcleo de EACs:
- "Criação do Núcleo dos Alunos de Estudos Artísticos e Culturais da FacFil"
- "Comunicado da Comissão Instaladora do Núcleo dos Alunos de EACs"

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sábado, 5 de Dezembro de 2009

Empresa procura técnicos do património cultural


Empresa Pública Empresarial procura técnicos para áreas ligadas ao património cultural.

Fonte: Jornal Expresso-Emprego, 28 Nov. 2009

(para ampliar clique na imagem)

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quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

Da antiga aluna Flora Oliveira: um testemunho e novas tarefas profissionais

A Drª Flora Oliveira fez-nos chegar este estimulante testemunho acerca do Curso de EAC, bem como a informação actualizada das actividades que desempenha a nível profissional:
«A licenciatura em Estudos Artísticos e Culturais proporcionou-me momentos de aprendizagem de verdadeiro deleite. A diversidade curricular, a excelência de ensino e a intervenção de campo equiparam-me com ferramentas de modo a exercer um trabalho eficiente sem limitações no âmbito da gestão artística e cultural da nossa sociedade»
As actividades que desenvolve, de momento, são as seguintes:
- Aluna do Mestrado em Património e Turismo Cultural (Universidade do Minho)
- Gestora cultural no Museu de arte sacra de Terras de Regalados
- Gestora de imagem na empresa Artes, Lda
- Gestora artística e de imagem (Nóbrega - Cerâmica)»
Os nossos agradecimentos, desejando-lhe os maiores êxitos e felicidades nos seus trabalhos.

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Cristo e a samaritana num painel da igreja de S. Paulo (Braga). Apontamento iconográfico, por Luís da Silva Pereira*

Este belo painel de azulejo, de autor desconhecido, encontra-se na igreja de S. Paulo, em Braga, e data de 1720.
Centremos, primeiro, a nossa atenção nos seres humanos. A samaritana é uma jovem que vem à fonte, bonita, elegantemente vestida. Repare-se no pormenor da cintura subida. Mulher sedutora, já tivera cinco maridos, e o que tinha então não era dela.
De acordo com o evangelho, Cristo está sentado, descansando, mas aqui veste à maneira de peregrino: chapéu na cabeça, bordão na mão direita, calçado leve e alforge a tiracolo. Está de passagem. Caminha, evangelizando.
O cão, também repousando, do lado de Cristo, não será apenas um pormenor decorativo. Simboliza a virtude da fidelidade, precisamente o que Jesus, conhecedor da psicologia feminina, promete à Samaritana: um amor eterno, uma fidelidade perfeita.
A paisagem em que se desenrolou a cena evangélica não deveria ser tão verdejante. Aqui se revela, porém, outra originalidade da pintura. Vemos árvores frondosas, arbustos, verdura pelo chão, aves voando, um palácio, representando a cidade. Vemos, não um poço, mas um fontanário barroco com golfinhos na base e ostentando, no alto, um pequeno Cupido. À maneira arcádica, combinando tradição greco-romana com a mensagem cristã, o artista situou o episódio num ambiente iconograficamente próximo das representações do Jardim do Amor.
Ao fazê-lo, captou o essencial da cena. O episódio da samaritana é, precisamente, a promessa de uma água que mata para sempre a nossa sede de amor, de um amor absolutamente perfeito, por isso mesmo imortal. É a promessa do regresso ao Jardim do Éden.
O Prof. Luís da Silva Pereira lecciona Iconografia no Curso de Estudos Artísticos e Culturais
da FacFil / UCP-Centro Regional de Braga

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domingo, 22 de Novembro de 2009

Concurso para a "Direcção-Geral das Artes"

Está aberto concurso para o preenchimento de 6 postos de trabalho para a categoria de técnico superior da carreira geral de técnico superior, previstos no mapa de pessoal da Direcção-Geral das Artes.
Para mais informações, consultar Diário da Rpública, 2.ª série — N.º 225 — 19 de Novembro de 2009, Aviso nº 20953/2009.

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Apresentação de "Um Natal na Minha Infância" da Antiga Aluna Mª Amélia Fernandes no Theatro Club da Póvoa de Lanhoso


Na Sala Principal do Theatro Club da Póvoa de Lanhoso decorreu ontem a apresentação de Um Natal na Minha Infância, a mais recente criação literária da Drª Maria Amélia Fernandes, antiga aluna do Curso de Estudos Artísticos e Culturais.

Tudo, nesta sessão, concorreu para que a magia da poesia ali tivesse guarida por breves mas intensos momentos: a magnífica e exuberante decoração da Sala, o ambiente humano onde estava patente a sã cumplicidade das relações de vizinhança, a temática do Natal rememorado no conto/texto da obra e sobretudo a recriação do mesmo na genuína interpretação com que os artistas residentes do Centro de Criatividade da Póvoa de Lanhoso brindaram o público.

Na Sessão Solene intervieram, além da própria Autora, o Dr. Jorge Lage que apresentou a Obra e a Vereadora da Cultura, Drª Fátima Moreira. Ambos apreciaram as qualidades humanas e de cidadania da Drª Amelia Fernandes, bem como as suas qualidades literárias e poéticas presentes na sua já extensa bibliografia e especialmente no texto agora apresentado ao público.

 Tivemos também a oportunidade de manifestar o nosso regozijo por termos acolhido na Faculdade de Filosofia e especificamente no Curso de EAC tão singular aluna, que a todos marcou com a exemplaridade do seu percurso de vida, e augurámos no sentido de que a sua sensibilidade artística e reflexão interior nos continuem a oferecer pretexto para momentos tão exaltantes como o que ali se viveu.

Reiterámos, por fim, as felicitações aos artistas e ao Município – na pessoa da Senhora Vereadora da Cultura – pela largueza de horizonte das suas opções no âmbito da política cultural traduzida no claro investimento na valorização do património nas suas mais diversas manifestações, especialmente no apoio às artes. A todos os nossos sinceros Parabéns.

Carlos Morais / docente


Recriação do conto pelos artistas do Centro de Criatividade da Póvoa de Lanhoso


Drª Fátima Moreira (Vereadora da Cultura) / Drª Amélia Fernandes / Dr. Jorge Lage

Colegas de Curso partilhando a poesia e a amizade

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sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Estagiário de EAC colabora na organização do Colóquio "Ética, Cultura e Filosofia Prática"

Evandro Semedo, aluno do Curso de Estudos Artísticos e Culturais a realizar o Estágio Curricular I na Associação Portuguesa de Ética e Filosofia Prática (APEFP) está a colaborar na organização e promoção do Iº Colóquio Nacional de "Ética, Cultura e Filosofia Prática" a realizar no próximo dia 12 de Dezembro de 2009, na Aula Magna da Faculdade de Filosofia (FACFIL) da UCP.
De sublinhar que neste Colóquio terá lugar a assinatura de Protocolos de Colaboração entre a APEFP e a FACFIL, nomeadamente o Protocolo para a realização de Estágios aos alunos do Curso de EAC.
A apresentação pública deste Colóquio teve lugar no âmbito de uma Conferência de Imprensa conjunta, cuja síntese jornalística poderá ser lida nas imagens que se seguem.


Diário do Minho / 19 Nov 2009, p. 7


Correio do Minho, 19 Nov 09, p. 7

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INOV-ART - 2ª edição - CANDIDATURAS PARA BOLSAS DE ESTÁGIO

Estão abertas desde o dia 16 de Novembro as candidaturas para a segunda edição do Programa INOV-Art Iniciativa do Ministério da Cultura coordenada pela Direcção-Geral das Artes (DGArtes), este Programa contempla a atribuição de 200 bolsas para a realização de estágios profissionais internacionais nas seguintes áreas: Arquitectura e Urbanismo; Artes Performativas; Artes Visuais; Cinema e Audiovisual; Cruzamentos Artísticos; Design; Escrita e Edição; Gestão, Indústrias Criativas e Marketing; Património; Serviços Educativos e Actividades Artísticas em Meio Educativo.
As bolsas de estágio atribuídas por este Programa, criadas com o objectivo de apoiar a inserção profissional em instituições internacionais de referência, têm uma duração de três a nove meses e destinam-se a jovens entre os 18 e 35 anos de idade, com qualificações ou aptidões reconhecidas no domínio cultural e artístico.
As candidaturas deverão, obrigatoriamente, ser submetidas por via electrónica.
Na primeira edição, o Programa INOV-Art proporcionou 229 estágios em 84 cidades, de 28 países do mundo inteiro, tendo Arquitectura e Cinema/Audiovisual sido as áreas mais procuradas.

Mais informações

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terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Padre António Vieira: colóquio agora em livro


Celebrou-se recentemente a efeméride dos 400 anos sobre o nascimento do Padre António Vieira, um dos maiores vultos da cultura e da literatura portuguesas. Em vários países, programaram-se diversas actividades (congressos, conferências, exposições, publicações, etc.), assinalando o Ano Vieirino.
A Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa (Braga), através do seu Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos (CEFH), realizou na ocasião um colóquio em torno da figura e da obra deste autor.
As conferências e as comunicações apresentadas nesse colóquio internacional foram oportunamente reunidas em volume, podendo agora muitos outros leitores apreciá-las na presente edição.
José Cândido de Oliveira Martins, docente do curso de EAC, coordenou a edição desta obra “Padre António Vieira: Colóquio”, sobre a qual pode ler mais informação.

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"Fórum Guimarães" projecta a Capital Europeia da Cultura - por José Bastos


José Bastos, Director do Centro Cultural Vila Flor, de Guimarães foi um dos participantes no "Fórum Guimarães". Aqui fica uma síntese dos debates elaborada por este aluno, finalista do Curso de Estudos Artísticos e Culturais.
«O Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, acolheu nos passados dias 16 e 17 de Outubro o “Fórum Guimarães”.
Este Fórum centrou-se na, dificilmente repetível, oportunidade que Guimarães terá como Capital Europeia da Cultura em 2012 no que concerne ao que este evento potenciará ao nível do desenvolvimento de uma cidade europeia de média ou pequena dimensão.
Este Fórum pretendeu abrir linhas de discussão à volta do papel da cultura na transformação das cidades e regiões, ponderando o seu impacto na construção europeia e projectando modelos de cooperação entre os decisores políticos, as instituições públicas e a sociedade civil.
Em dois dias de intensa discussão, que envolveu reputados especialistas como Álvaro Domingues, professor universitário e investigador nas áreas do urbanismo e desenvolvimento regional e urbano; Bernard Faivre d’Arcier, director do Festival D’Avignon e presidente da Bienal de Lyon; Hugo de Greef, director artístico de Bruxelas Capital Europeia da Cultura 2000 e director do Flagey Arts Centre de Bruxelas; Paul Scheffer, professor de questões urbanas na Universidade de Copenhaga; Rolf Noras, responsável pela candidatura de Stavanger a Capital Europeia da Cultura em 2008; Sir Bob Scott, presidente do painel internacional da Comissão Europeia para a selecção e monitorização das Capitais Europeias da Cultura entre 2010 e 2015; Tom Fleming, especialista na economia criativa e planeamento cultural, entre muitos outros participantes, várias foram as questões abordadas acerca do que poderá e deverá ser uma Capital Europeia da Cultura e acerca da importância de tal designação para a transformação das cidades e regiões, em articulação com o legado que perdura para além da efemeridade do evento.
Cristina Azevedo, presidente da Fundação Cidade de Guimarães, referiu que Guimarães tem uma ideia muito clara acerca do que pretende, concretizando, em síntese, que uma nova cidade, que resulte de uma transformação social e da criação de uma micro-economia, é o desiderato de Guimarães 2012.
Paul Scheffer da Universidade de Amesterdão abordou a tensão que será provocada entre o património e a contemporaneidade, prevendo um conflito entre a lealdade às raízes e a tolerância em relação a pessoas e ideias novas. José Bastos, director do Centro Cultural Vila Flor, a este propósito, abordou a questão da programação artística, e da sua importância numa Capital Europeia da Cultura, como elemento catalisador do processo de mudança, do processo de transformação de pensamento, referindo que o conhecimento do território e o potencial do seu capital humano são fundamentais para, em respeito pelo peso da tradição e do património, construir um presente de contemporaneidade que tenha a capacidade de transformar a contemporaneidade de hoje na tradição de amanhã.
O que deve ser uma Capital Europeia da Cultura foi outro dos temas em discussão permanente. Deve ser apenas programação artística, boa programação artística; ou deve ser essencialmente um programa com vocação para o turismo cultural; deverá ainda ser um processo de regeneração urbana, económica e social com liderança cultural, como defende o projecto de Guimarães? Esta foi uma das questões que ficou sem resposta ou que teve várias respostas dissonantes. O que pareceu claro é que não existe um modelo de Capital Europeia da Cultura e que dificilmente se poderá chegar a esse modelo, considerando as especificidades de cada uma das cidades que acolherá o projecto e o seu patamar de desenvolvimento sustentado.
O que foi claro para todos os participantes é que a Cultura é um elemento fundamental no desenvolvimento local e regional e que as Capitais Europeias da Cultura são uma janela de oportunidade dificilmente repetível.
Em jeito de conclusão ficam três ideias que destaco pela importância das mesmas têm:
“Depois de toda a política, a capital da cultura tem de ser um projecto cultural e tem de ser entregue aos artistas para o tornar possível”, referiu Hugo de Greef, director do Centro Cultural  Place Flagey, em Bruxelas, e antigo director de Bruges Capital Europeia da Cultura.
“Colocar a cultura no centro da vida política não tem apenas a ver com a criação de emprego e de prosperidade económica, mas também em utilizar o conteúdo cultural para transformar a Europa”, salientou Mahir Namur, da Associação Istambul Capital Europeia da Cultura.
 “A cidade, tal como todos na Europa, vive a tensão entre o património e a abertura contemporânea, entre a lealdade às suas raízes e a tolerância em relação a pessoas e ideias novas mas esta é a essência da democracia viva”, disse Paul Scheffer, professor na Universidade de Amesterdão.»

Texto de José Bastos, Director do CCVF,
Aluno Finalista do Curso de Estudos Artísticos e Culturais

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Pablo Lima, aluno de EAC, publica monografia

O aluno do Curso de EAC Pablo Lima realizou uma monografia na área da Arte Sacra acerca do Santuário de Nossa Senhora da Boa Morte, orientado pelo Professor Luís da Silva Pereira. Este trabalho foi posteriormente publicado pela Escola Superior de Teologia e Ciências Humanas de Viana do Castelo.
Disponibilizamos aqui o Texto completo do trabalho

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segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Congresso na FacFil debaterá o tema "Sexualidade e Educação para a Felicidade"


IIº Congresso Internacional de Pedagogia
6 E 7 DE NOVEMBRO DE 2009
mais informações

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APRESENTAÇÃO:

A sexualidade - um tema controverso

A sexualidade é hoje um “território” integrado – não sem contradições - na mundividência, nas concepções de vida e no universo comportamental da sociedade portuguesa. No afã de recuperar de uma mentalidade que cobria as questões da sexualidade com o pudico véu do tabu, avançámos a todo o vapor para a “modernidade” de um discurso aberto, por vezes radical, sobre as questões do sexo.
De marginal a arquitema, o discurso da sexualidade invadiu todos os domínios da esfera pública e privada. A sua visibilidade atingiu o zénite como matéria de “educação nacional”, entronada no sistema de ensino como conteúdo curricular.
Os efeitos deste salto brusco e vertiginoso fazem-se sentir na vida das pessoas, particularmente nos jovens, embalados pelo culto de uma sexualidade “absoluta” e suas mediações: o comportamento sedutor, a construção do corpo perfeito e sensual, o “carpe diem” do prazer instantâneo, o consumo da libido.
É tempo de questionar este estado de coisas. Que resta da sexualidade humana? Fará sentido ligá-la, ainda, à experiência do amor? Terá alguma relevância integrá-la na educação para os valores da fidelidade, da virgindade, da doação? Como e a quem compete o direito e o dever de uma autêntica educação sexual? Que incidência tem no projecto da vida feliz?
Este Congresso tem a ambição de reflectir sobre estas questões no quadro dos valores do humanismo de inspiração cristã. Repensar, em diálogo com a actualidade, os modos de inscrição da sexualidade no ser e no agir do homem: no corpo, nos sentimentos, nas relações interpessoais, na visão do mundo e da vida, no projecto de formação para a felicidade.

Conferencistas Convidados e Sessões Paralelas

As sessões plenárias do Congresso estarão a cargo dos seguintes especialistas: Eduardo Sá, Enrique Rojas, José Antonio Marina, José Tolentino Mendonça, Júlio Machado Vaz e Nilo Ribeiro Júnior SJ.
As sessões paralelas abordarão a temática do Congresso desde os diversos ângulos de leitura e de questionamento: Ética, moral e antropologia; Ontologia e metafísica; Biologia e medicina; Psicologia e sociologia; Estética, arte e cultura; História e estudos comparados; Religião e espiritualidade; Educação e pedagogia; Ciências da comunicação e mediologia; Direito e ciências jurídicas.
As pessoas interessadas em participar poderão inscrever-se através da Secretaria da Faculdade (telf. 253201200 / 253201204). O envio das propostas de comunicações poderá ser feito via mail, de acordo com as indicações constantes no site do Congresso - http://www.congressos.facfil.eu/ ou via CTT, dirigidas à Comissão Organizadora do Congresso Internacional de Pedagogia.

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terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Literatura, gastronomia e património cultural imaterial - por Cândido Martins

“António Feijó, o património da gastronomia limiana e o arroz de sarrabulho”, Limiana (Revista de Informação, Cultura e Turismo) [Lisboa], nº 14 (Outubro de 2009), pp. 20-23 – é o título de um artigo de Cândido Oliveira Martins (docente do curso de Estudos Artísticos e Culturais), que acaba de ser publicado.
A pretexto dos 150 sobre a data do nascimento do poeta e diploma António Feijó (1859-1917), reflecte-se sobre a importância da gastronomia no âmbito do património imaterial de uma região, relevante para a memória e a identidade, bem como para a dinamização de um turismo cultural, por um lado; e por outro, sobre o modo como a literatura, ao longo dos tempos, faz um prolongado e sentido elogio da arte da gastronomia. Em muitos dos seus textos, António Feijó mostra-se um requintado gourmet, verdadeiro amante da culinária portuguesa.


António Feijó (1859-1917)
Breve excerto do texto:
“A gastronomia é hoje, consensualmente, um acto de cultura, integrado numa actualizada noção de património, sendo objecto de atenção por parte dos recentes estudos historiográficos e culturais. De facto, a nova História visa “procurar o sentido dos actos humanos na sua globalidade” (José Mattoso, 1988: 17), alargando assim a matéria historiável a toda a produção e comportamentos humanos, da acção política à criação cultural, incluindo os hábitos alimentares e a gastronomia.” (...)
Porém, a par de uma desenfreada globalização económico-financeira, o fenómeno da hibridização cultural poderá constituir (para alguns já é uma realidade) uma séria ameaça à entidade das regiões e das nações. Essa diluição ou apagamento da identidade é, indiscutivelmente, uma perda irreparável da memória histórica comum, podendo até provocar fenómenos de violência: “Só a memória pode preservar-nos de um futuro que esqueça a humanidade” (Guilherme d’Oliveira Martins, 2009: 47).
A este propósito, e  na sequência da Convenção para a Salvaguarda do património Cultural Imaterial – adoptada pela 32ª Conferência Geral da UNESCO (Paris, 17 Outubro de 2003) –, vale a pena ler com atenção o recente Decreto-Lei nº 139/2009, de 15 de Junho, em que a Assembleia da República aprova e promulga o regime jurídico de salvaguarda do património cultural imaterial – cf. publicação disponível no Diário da República (D.R., Série I de 2009-06-15).



Arroz de sarrabulho à moda de Ponte de Lima
António Pinto (fotografia@antoniopinto.com)

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quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

CCVF pretende contratar Director Técnico


Centro Cultural Vila Flor abre candidaturas para Director Técnico
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