terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Padre António Vieira: colóquio agora em livro


Celebrou-se recentemente a efeméride dos 400 anos sobre o nascimento do Padre António Vieira, um dos maiores vultos da cultura e da literatura portuguesas. Em vários países, programaram-se diversas actividades (congressos, conferências, exposições, publicações, etc.), assinalando o Ano Vieirino.
A Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa (Braga), através do seu Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos (CEFH), realizou na ocasião um colóquio em torno da figura e da obra deste autor.
As conferências e as comunicações apresentadas nesse colóquio internacional foram oportunamente reunidas em volume, podendo agora muitos outros leitores apreciá-las na presente edição.
José Cândido de Oliveira Martins, docente do curso de EAC, coordenou a edição desta obra “Padre António Vieira: Colóquio”, sobre a qual pode ler mais informação.

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"Fórum Guimarães" projecta a Capital Europeia da Cultura - por José Bastos


José Bastos, Director do Centro Cultural Vila Flor, de Guimarães foi um dos participantes no "Fórum Guimarães". Aqui fica uma síntese dos debates elaborada por este aluno, finalista do Curso de Estudos Artísticos e Culturais.
«O Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, acolheu nos passados dias 16 e 17 de Outubro o “Fórum Guimarães”.
Este Fórum centrou-se na, dificilmente repetível, oportunidade que Guimarães terá como Capital Europeia da Cultura em 2012 no que concerne ao que este evento potenciará ao nível do desenvolvimento de uma cidade europeia de média ou pequena dimensão.
Este Fórum pretendeu abrir linhas de discussão à volta do papel da cultura na transformação das cidades e regiões, ponderando o seu impacto na construção europeia e projectando modelos de cooperação entre os decisores políticos, as instituições públicas e a sociedade civil.
Em dois dias de intensa discussão, que envolveu reputados especialistas como Álvaro Domingues, professor universitário e investigador nas áreas do urbanismo e desenvolvimento regional e urbano; Bernard Faivre d’Arcier, director do Festival D’Avignon e presidente da Bienal de Lyon; Hugo de Greef, director artístico de Bruxelas Capital Europeia da Cultura 2000 e director do Flagey Arts Centre de Bruxelas; Paul Scheffer, professor de questões urbanas na Universidade de Copenhaga; Rolf Noras, responsável pela candidatura de Stavanger a Capital Europeia da Cultura em 2008; Sir Bob Scott, presidente do painel internacional da Comissão Europeia para a selecção e monitorização das Capitais Europeias da Cultura entre 2010 e 2015; Tom Fleming, especialista na economia criativa e planeamento cultural, entre muitos outros participantes, várias foram as questões abordadas acerca do que poderá e deverá ser uma Capital Europeia da Cultura e acerca da importância de tal designação para a transformação das cidades e regiões, em articulação com o legado que perdura para além da efemeridade do evento.
Cristina Azevedo, presidente da Fundação Cidade de Guimarães, referiu que Guimarães tem uma ideia muito clara acerca do que pretende, concretizando, em síntese, que uma nova cidade, que resulte de uma transformação social e da criação de uma micro-economia, é o desiderato de Guimarães 2012.
Paul Scheffer da Universidade de Amesterdão abordou a tensão que será provocada entre o património e a contemporaneidade, prevendo um conflito entre a lealdade às raízes e a tolerância em relação a pessoas e ideias novas. José Bastos, director do Centro Cultural Vila Flor, a este propósito, abordou a questão da programação artística, e da sua importância numa Capital Europeia da Cultura, como elemento catalisador do processo de mudança, do processo de transformação de pensamento, referindo que o conhecimento do território e o potencial do seu capital humano são fundamentais para, em respeito pelo peso da tradição e do património, construir um presente de contemporaneidade que tenha a capacidade de transformar a contemporaneidade de hoje na tradição de amanhã.
O que deve ser uma Capital Europeia da Cultura foi outro dos temas em discussão permanente. Deve ser apenas programação artística, boa programação artística; ou deve ser essencialmente um programa com vocação para o turismo cultural; deverá ainda ser um processo de regeneração urbana, económica e social com liderança cultural, como defende o projecto de Guimarães? Esta foi uma das questões que ficou sem resposta ou que teve várias respostas dissonantes. O que pareceu claro é que não existe um modelo de Capital Europeia da Cultura e que dificilmente se poderá chegar a esse modelo, considerando as especificidades de cada uma das cidades que acolherá o projecto e o seu patamar de desenvolvimento sustentado.
O que foi claro para todos os participantes é que a Cultura é um elemento fundamental no desenvolvimento local e regional e que as Capitais Europeias da Cultura são uma janela de oportunidade dificilmente repetível.
Em jeito de conclusão ficam três ideias que destaco pela importância das mesmas têm:
“Depois de toda a política, a capital da cultura tem de ser um projecto cultural e tem de ser entregue aos artistas para o tornar possível”, referiu Hugo de Greef, director do Centro Cultural  Place Flagey, em Bruxelas, e antigo director de Bruges Capital Europeia da Cultura.
“Colocar a cultura no centro da vida política não tem apenas a ver com a criação de emprego e de prosperidade económica, mas também em utilizar o conteúdo cultural para transformar a Europa”, salientou Mahir Namur, da Associação Istambul Capital Europeia da Cultura.
 “A cidade, tal como todos na Europa, vive a tensão entre o património e a abertura contemporânea, entre a lealdade às suas raízes e a tolerância em relação a pessoas e ideias novas mas esta é a essência da democracia viva”, disse Paul Scheffer, professor na Universidade de Amesterdão.»

Texto de José Bastos, Director do CCVF,
Aluno Finalista do Curso de Estudos Artísticos e Culturais

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Pablo Lima, aluno de EAC, publica monografia

O aluno do Curso de EAC Pablo Lima realizou uma monografia na área da Arte Sacra acerca do Santuário de Nossa Senhora da Boa Morte, orientado pelo Professor Luís da Silva Pereira. Este trabalho foi posteriormente publicado pela Escola Superior de Teologia e Ciências Humanas de Viana do Castelo.
Disponibilizamos aqui o Texto completo do trabalho

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segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Congresso na FacFil debaterá o tema "Sexualidade e Educação para a Felicidade"


IIº Congresso Internacional de Pedagogia
6 E 7 DE NOVEMBRO DE 2009
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APRESENTAÇÃO:

A sexualidade - um tema controverso

A sexualidade é hoje um “território” integrado – não sem contradições - na mundividência, nas concepções de vida e no universo comportamental da sociedade portuguesa. No afã de recuperar de uma mentalidade que cobria as questões da sexualidade com o pudico véu do tabu, avançámos a todo o vapor para a “modernidade” de um discurso aberto, por vezes radical, sobre as questões do sexo.
De marginal a arquitema, o discurso da sexualidade invadiu todos os domínios da esfera pública e privada. A sua visibilidade atingiu o zénite como matéria de “educação nacional”, entronada no sistema de ensino como conteúdo curricular.
Os efeitos deste salto brusco e vertiginoso fazem-se sentir na vida das pessoas, particularmente nos jovens, embalados pelo culto de uma sexualidade “absoluta” e suas mediações: o comportamento sedutor, a construção do corpo perfeito e sensual, o “carpe diem” do prazer instantâneo, o consumo da libido.
É tempo de questionar este estado de coisas. Que resta da sexualidade humana? Fará sentido ligá-la, ainda, à experiência do amor? Terá alguma relevância integrá-la na educação para os valores da fidelidade, da virgindade, da doação? Como e a quem compete o direito e o dever de uma autêntica educação sexual? Que incidência tem no projecto da vida feliz?
Este Congresso tem a ambição de reflectir sobre estas questões no quadro dos valores do humanismo de inspiração cristã. Repensar, em diálogo com a actualidade, os modos de inscrição da sexualidade no ser e no agir do homem: no corpo, nos sentimentos, nas relações interpessoais, na visão do mundo e da vida, no projecto de formação para a felicidade.

Conferencistas Convidados e Sessões Paralelas

As sessões plenárias do Congresso estarão a cargo dos seguintes especialistas: Eduardo Sá, Enrique Rojas, José Antonio Marina, José Tolentino Mendonça, Júlio Machado Vaz e Nilo Ribeiro Júnior SJ.
As sessões paralelas abordarão a temática do Congresso desde os diversos ângulos de leitura e de questionamento: Ética, moral e antropologia; Ontologia e metafísica; Biologia e medicina; Psicologia e sociologia; Estética, arte e cultura; História e estudos comparados; Religião e espiritualidade; Educação e pedagogia; Ciências da comunicação e mediologia; Direito e ciências jurídicas.
As pessoas interessadas em participar poderão inscrever-se através da Secretaria da Faculdade (telf. 253201200 / 253201204). O envio das propostas de comunicações poderá ser feito via mail, de acordo com as indicações constantes no site do Congresso - http://www.congressos.facfil.eu/ ou via CTT, dirigidas à Comissão Organizadora do Congresso Internacional de Pedagogia.

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terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Literatura, gastronomia e património cultural imaterial - por Cândido Martins

“António Feijó, o património da gastronomia limiana e o arroz de sarrabulho”, Limiana (Revista de Informação, Cultura e Turismo) [Lisboa], nº 14 (Outubro de 2009), pp. 20-23 – é o título de um artigo de Cândido Oliveira Martins (docente do curso de Estudos Artísticos e Culturais), que acaba de ser publicado.
A pretexto dos 150 sobre a data do nascimento do poeta e diploma António Feijó (1859-1917), reflecte-se sobre a importância da gastronomia no âmbito do património imaterial de uma região, relevante para a memória e a identidade, bem como para a dinamização de um turismo cultural, por um lado; e por outro, sobre o modo como a literatura, ao longo dos tempos, faz um prolongado e sentido elogio da arte da gastronomia. Em muitos dos seus textos, António Feijó mostra-se um requintado gourmet, verdadeiro amante da culinária portuguesa.


António Feijó (1859-1917)
Breve excerto do texto:
“A gastronomia é hoje, consensualmente, um acto de cultura, integrado numa actualizada noção de património, sendo objecto de atenção por parte dos recentes estudos historiográficos e culturais. De facto, a nova História visa “procurar o sentido dos actos humanos na sua globalidade” (José Mattoso, 1988: 17), alargando assim a matéria historiável a toda a produção e comportamentos humanos, da acção política à criação cultural, incluindo os hábitos alimentares e a gastronomia.” (...)
Porém, a par de uma desenfreada globalização económico-financeira, o fenómeno da hibridização cultural poderá constituir (para alguns já é uma realidade) uma séria ameaça à entidade das regiões e das nações. Essa diluição ou apagamento da identidade é, indiscutivelmente, uma perda irreparável da memória histórica comum, podendo até provocar fenómenos de violência: “Só a memória pode preservar-nos de um futuro que esqueça a humanidade” (Guilherme d’Oliveira Martins, 2009: 47).
A este propósito, e  na sequência da Convenção para a Salvaguarda do património Cultural Imaterial – adoptada pela 32ª Conferência Geral da UNESCO (Paris, 17 Outubro de 2003) –, vale a pena ler com atenção o recente Decreto-Lei nº 139/2009, de 15 de Junho, em que a Assembleia da República aprova e promulga o regime jurídico de salvaguarda do património cultural imaterial – cf. publicação disponível no Diário da República (D.R., Série I de 2009-06-15).



Arroz de sarrabulho à moda de Ponte de Lima
António Pinto (fotografia@antoniopinto.com)

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quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

CCVF pretende contratar Director Técnico


Centro Cultural Vila Flor abre candidaturas para Director Técnico
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sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Candidaturas a Estágios Profissionais Internacionais


Na sequência dos contactos mantidos com a Associação "Rota Jovem", disponibilizamos as informações relativas às candidaturas a estágios profissionais internacionais, aos quais poderão concorrer Antigos Alunos do Curso de Estudos Artísticos e Culturais da Faculdade de Filosofia / UCP.

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quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Será o dualismo corpo/mente inevitável? - por Paulo Pinto

No mais profundo da natureza ontológica do ser humano radica a inevitável distinção entre substância física e substância não física, consubstanciada no binómio corpo/mente. Este dualismo, necessário para explicarmos porque sentimos o que sentimos quando poderíamos não sentir nada, é uma das questões mais fascinantes e complicadas que tem vindo a ocupar inúmeras páginas de livros e horas de discussão, na incessante procura de uma resposta satisfatória. Se, por um lado, as leis e propriedades do domínio físico parecem insuficientes para explicar o comportamento da nossa mente, por outro, contemplamos maravilhados a complexa e alucinante concordância entre aquilo que experienciamos e aquilo que o nosso cérebro nos diz que experienciamos. Exemplificando esta relação concordante, consideremos a seguinte situação: quando cheiramos uma laranja, sentimos exactamente o cheiro de uma laranja. E porque não o cheiro de um limão? Quer-me parecer oportuno, neste momento, introduzir mais uma questão para reflexão. Admitindo que tudo tenha uma explicação num universo estritamente físico, como entender a sensação subjectiva? Na verdade, a distinção entre o verdadeiramente físico e a consciência parece estar ligada a uma meticulosa acção do Criador, que não encontra melhor exemplo do que a distinção cartesiana de res cogitans e res extensa. Diz Descartes:

Por um lado tenho uma ideia clara e distinta de mim mesmo, na medida em que sou apenas uma coisa pensante não-extensa; e, por outro lado, tenho uma ideia clara e distinta do corpo, na medida em que é simplesmente uma coisa externa, não pensante (Descartes, "Sexta-meditação", AT VII 78: CSM II 54).

Tal como Descartes, recusamo-nos a aceitar a nossa condição puramente atómica. Não nos vemos na pele de um automóvel, de um frigorífico ou de um computador. Esta nossa inclinação dualista leva-nos a suspeitar de Espinosa e a admitir que Leibniz nos é cómodo quando, mais uma vez, tentamos encontrar a solução para o “sincronismo helvético” entre corpo e mente.

Pensamo-nos separadamente, e assim alimentamos esta inevitabilidade dualista que afasta como hipótese que, quanto à consciência, seja pensável a sua não existência.

Paulo Pinto / aluno do 2º ano do Curso de EACs

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sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

“TESTEMUNHO” - da aluna finalista Conceição Oliveira

Na juventude, por razões de ordem familiar, interrompi os estudos. Contudo, o amor ao saber manteve-se inalterado ao longo dos anos. A carreira profissional foi-se desenrolando de modo positivo. Os filhos cresceram.
Durante todo este longo período de tempo, o sonho de voltar à escola permaneceu. É um facto que a minha aprendizagem nunca cessou. Todas as experiências e conhecimentos adquiridos no meu caminhar pela vida foram, são, parte integrante do meu “eu”, hoje. Tudo teve o seu lugar e o seu valor. A luz não existe se a sombra não a contrastar. Mas, a percepção de que existia em mim um vazio capaz de ser preenchido apenas pela aquisição de mais conhecimento, dava-me a certeza de que “um dia”, quando soasse a hora, voltaria aos bancos da escola.
Assim foi, o “dia” chegou. Tive a sorte de ver conjugados vários factores que me facultaram a possibilidade de realizar o meu sonho. É certo que nada se consegue sem que para tal colaboremos com o nosso esforço. A roda não se movimenta apenas porque é tecnicamente apta para tal, necessita, no mínimo, de um primeiro impulso.
Indaguei, então, acerca de vários cursos, universidades. A decisão deveria ter em atenção o meu grau de exigência: alargar conhecimentos, aprender o mais possível, sem polémicas estéreis, com qualidade. A idade depura-nos, leva-nos à busca do essencial.
A Faculdade de Filosofia – UCP - é uma instituição de referência, com um passado honroso e grandioso no Ensino Superior em Portugal. O berço e a mãe da Filosofia (Filosofia, de que, felizmente, tenho vindo a fazer algumas disciplinas, por opção).
Ao consultar os cursos disponíveis nesta Faculdade, onde, acreditava eu, poderia encontrar o essencial que buscava, tomei conhecimento da existência desta “maravilhosa” Licenciatura de que sou finalista este ano “ESTUDOS ARTÍSTICOS E CULTURAIS”. Como referi, a minha exigência do “saber/aprender” e do “essencial” era elevada, e o que tenho recebido ultrapassou em muito as minhas expectativas. Nesta Faculdade encontrei o “conhecimento” o “essencial”, através de professores magníficos, “verdadeiros mestres”. Daqui, da minha experiência de vida, vejo quão acertada foi a minha escolha.
“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena” - nesta casa vive-se a profundidade desta frase. Aqui e ali haverá um pequeno obstáculo a superar, mas é neles que nos ultrapassamos, que evoluímos. Estou à vontade para afirmar que a formação de base humanística, ministrada nesta Faculdade, é uma mais-valia para qualquer ser humano. As capacidades e conhecimento adquiridos são a certeza que qualquer pessoa aqui formada será um “valor acrescentado” para uma sociedade melhor e mais eficaz.
Conceição Oliveira, finalista de EACs

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quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Como me encontrei com Sebastião Alba - por Conceição Oliveira

Não anotei o nome na minha agenda, não seria necessário. O nome do poeta-pensador “Sebastião Alba”, gravou-o na minha memória aquele jovem cuja idade se aproxima da idade do meu filho mais novo, e que frequenta o mesmo curso que eu. Vejo-o ali, na minha frente, partilhando comigo a emoção que sentia ao recordar o homem com quem se cruzara e do qual guardava a imagem, as ideias, as frases, os poemas, que o marcaram.
Dizia-me, então, o meu amigo: "Eu gostava muito de escutar o Sebastião Alba, ele encantava-me com as suas palavras. Um homem muito culto, como poucos. Um grande poeta e pensador. Expressava o seu pensamento sabiamente acerca dos grandes filósofos, escritores, da vida...". Continuando a relatar-me com entusiasmo e emoção o modo como o viu, sentiu e escutou... a vida difícil, a morte trágica.
Confesso que desconhecia o autor, a sua vida e obra. Sugeriu-me, o meu amigo, que eu fizesse um trabalho acerca do poeta Sebastião Alba, para publicação no Jornal “Diário do Minho” – decorria, então, o meu primeiro estágio no âmbito do curso EAC. O poeta, segundo ele, não poderia cair no esquecimento. Deveria, mesmo, ser erguido e colocado em lugar cimeiro, por direito e justiça. Prometi-lhe que iria pesquisar, porque escrever sobre um autor e a sua obra requeria a busca de informação e o estudo da obra. O que implicava tempo, trabalho, reflexão. Mas, à partida, já carregava na minha bagagem a melhor das ferramentas: a certeza de estar perante a memória de um poeta-pensador que tocara com as suas palavras o coração de um jovem; cuja recordação o emocionava ao ponto de sentir a necessidade de exigir vê-lo no lugar que a vida lhe havia negado.
Decidi que apresentaria a proposta do trabalho, incluindo-o no Estágio II, a realizar no segundo semestre.
Contudo, o orientador do Estágio já tinha outros planos: todos os trabalhos a realizar, no segundo semestre (Estágio II), tratariam um tema comum, a música. Assim, não cheguei a apresentar a minha proposta sobre o “Sebastião Alba”.
Mas, a semente estava lançada e germinava na minha mente. Sempre que me deslocava a uma livraria para comprar algum livro, ou simplesmente sondando as novidades, passei a procurar a obra de Sebastião Alba. Nada, não consegui encontrar um livro do autor. Como o tempo era escasso para cumprir com as exigências do curso, da vida profissional e familiar, não me preocupei em tomar a iniciativa de tentar encomendar os livros às editoras (seguindo as referências que entretanto recolhi na internet), deixando ao tempo a missão de me dar espaço para realizar esta minha vontade.
O tempo passou e na minha visita à feira do livro, em Braga, fui novamente “desperta” para a necessidade de prosseguir com a busca da obra de Sebastião Alba. Indaguei junto de alguns stands... nada! Enfim, tratava-se de uma espécie de namoro platónico que se entregava nos braços do tempo, sem grandes sobressaltos, seguro de que o dia da realização chegaria, inelutavelmente.
Por esses dias, um meu sobrinho que cresceu em Braga, e com o qual eu não me encontrava há algum tempo, telefonou-me. Combinamos que ele viria passar uns tempos a minha casa, para repousar. Assim foi, recebi-o neste lugar privilegiado entre a montanha e o mar. Na sua bagagem não faltavam os livros, seus companheiros – partilhamos o gosto pela leitura. Uma noite, durante uma das nossas conversas acerca de livros, autores, ideias, ocorreu-me falar-lhe acerca do Sebastião Alba. “Conheces a obra?”. Sim, conhecia a obra e conhecera o autor... Como acontecera com o meu jovem amigo e colega de curso, também o meu sobrinho partilhava a mesma emoção, entusiasmo e certezas acerca das qualidades do autor. Falei-lhe da minha busca... sorriu.
Mais tarde, já no meu quarto, bateram à porta. “Tia, posso entrar?” - Respondi afirmativamente. A porta abriu-se e o meu sobrinho entrou trazendo um livro na mão direita. Sorria feliz, esticando o braço na minha direcção, disse, “Este livro é para a tia, ofereço-lho”. Olhei o livro, incrédula: ali estava! Escrito em alvas letras “SEBASTIÃOALBA – Albas”, em baixo, um rosto de homem, com barba, olhos cerrados ao peso de pensar o mundo e de carregar a vida. O meu sobrinho explicou-me que comprara o livro na feira do livro em Braga, num “standezinho” que por lá havia. Agradeci e disse-lhe que lho devolveria após o ler - recusou. Agradeci.
As coincidências acontecem. O destino... não posso afirmar que existe, mas acontece... As primeiras palavras que escutei acerca de Sebastião Alba chegaram-me através de um jovem a quem ele tocou o coração e a alma; as primeiras palavras do autor – registadas na sua obra – vieram ao meu encontro, no meu quarto... pela mão de outro jovem, igualmente tocado por esse ser humano que já partiu. É deste sal que se tempera a beleza do “ser humano”.
Agora sinto a gratificação de conhecer “um pouco” da sua obra e do seu pensamento, e compreendo perfeitamente a sedução que exerceu em quem com ele se cruzou em vida. Era um ser “livre” que não sabia ser de outro modo. Pode ser gerador de controvérsias, e daí?
No próximo dia 14 de Outubro ocorre o 9º aniversário da sua morte. Seria uma boa ocasião para as Instituições educativas de Braga marcarem o início de um interesse genuíno pela obra e pelo autor. Oxalá isso aconteça mesmo.
Conceição Oliveira, aluna de Estudos Artísticos e Culturais

DE SEBASTIÃO ALBA:
  • De Pessoa, há uma fotografia, do ano da sua morte, que me vem perseguindo. Matar-se já não é um gesto irrepetível, individual (dirigido contra si próprio). O suicídio começa a ser colectivo, nosso contemporâneo.

  • Os pobre-diabos deste mundo (e os donos deles sentam-se ao lado uns dos outros, à nossa vista) só têm uma solução: organizar-se inteligentemente. Ou morrem. Agradeço ao escritor norte-americano Jack London (aventureiro e suicida) o cão de trenó que me deu. É infalível. Quando há uma fenda (neste mundo gelado) estaca, eu aproximo-me dele para ver o que há, e ficamos os dois ali a pensar na rota e na puta da vida. A vida está com os cornos desembolados; enquanto grandes toureiros a enfrentam, na arena, eu, na fasquia, observo como ela marra. Quero aprender, com eles, a voltear bem a capa, ou a colhida é certa.
(Da obra: Alba, Sebastião. Albas, Biblioteca “Primeiras Pessoas”, vol. 2. Vila Nova de Famalicão: Quasi Edições, 2003, p. 36)

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terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Elisabete Martins, Licenciada em EACs, dedica-se à área da formação


A Antiga Aluna de Estudos Artísticos e Culturais, Drª Elisabete Martins, passará a exercer actividades na área da formação, no Centro Social de Arões em colaboração com a "Célula 2000". Iniciará a docência com os módulos "Animação Sócio-Cultural e Deontologia" e "Animação de rua e técnicas circenses".
Desde que finalizou o seu Curso, a Drª Elisabete tem exercido funções em diversas entidades ligadas à animação turística e promoção artística e cultural.
Desejamos-lhe os maiores êxitos no desempenho das novas funções.

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Sandra Marques, Antiga Aluna de EACs, enriquece currículo profissional e académico

Com muita satisfação recebemos da Antiga Aluna de EACs, Drª Sandra Marques, notícias acerca da sua situação laboral, bem como do conjunto de actividades culturais que presentemente a ocupam.
Salientamos os seguintes dados:

- É formadora no âmbito do Instituto de Emprego e Formação Profissional de Chaves em diversos módulos das áreas do Curso de Estudos Artísticos e Culturais

- Desenvolve actividades extra-curriculares em Escolas do Ensino Básico

- Desenvolve um projecto de vertente cultural para a "Alto Tâmega TV" que em breve será filmado, de acordo com a disponibilidade de tempo

- A nível académico, iniciará o Mestrado em Ciências da Cultura, na especialidade de Cultura e Comunicação na UTAD/Vila Real

Felicitamos a Drª Sandra pelo enriquecimento do seu currículo profissional e desejamos-lhe os maiores êxitos para esta nova etapa académica.

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sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

André Rodrigues, Antigo Aluno de EACs: actividades desenvolvidas na Fundação da Juventude - Porto


Do Antigo Aluno Dr. André Rodrigues recebemos uma interessante resenha das actividades que vem incrementando ao longo deste último ano, ao abrigo do projecto cultural da Fundação da Juventude, o Palácio das Artes – Fábrica de Talentos, na Cidade do Porto.
Publicamos na íntegra este "relatório" não apenas pela importância das actividades inventariadas, mas também porque o seu quadro descritivo pode, de alguma forma, interessar a outros colegas do Curso, tanto mais que revela um trabalho em conjunto com os agentes culturais da cidade do Porto, nomeadamente a ADDICT.

Residências Artísticas
As Residências Artísticas destinam-se ao acolhimento de jovens criadores no Palácio das Artes – Fábrica de Talentos, apoiando-os nas várias fases da cadeia de valor (Criação, Produção e Distribuição), associada a cada obra de arte ou projecto artístico, estimulando a diversidade, oferecendo uma formação diversificada e flexível, permitindo o desenvolvimento de projectos, através da disponibilização de espaço, meios e know-how, de uma formação constante e da troca de experiências entre artistas e convidados (professores, pessoas ligadas à investigação, galeristas, marchands, entre outros).
Este projecto, pela sua abrangência, torna-o inovador em Portugal, prestigiando a Fundação da Juventude e os seus Órgãos Sociais e alargando os seus parceiros. Cada projecto artístico desenvolvido, fará parte da grande “montra” que é o Palácio das Artes – Fábrica de Talentos, aumentando a identidade, a visibilidade e a notoriedade, quer da instituição, quer dos seus parceiros.
Para que os jovens se possam instalar nas Residências Artísticas, têm que passar por um processo de formação, no âmbito do Graduate Entrepreneurship Training through IT (GET IT), uma parceria estabelecida com a HP em 2008, que tem o seguinte conteúdo formativo:
Operações e Gestão,
Finanças,
Comunicação,
Marketing,
Gestão da Tecnologia.
O Programa GET-IT visa formar jovens licenciados desempregados, através das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação, facilitando a sua integração no mercado de trabalho e/ou a criação do seu próprio negócio/empresa. Para o efeito, a HP equipou informaticamente uma sala e forneceu os manuais básicos de apoio à formação. Este projecto vai instalar-se no PAFT em 2009, abandonando as instalações que ocupa, provisoriamente, desde Setembro de 2008 no Centro de Aquisição de Competências Vasco Faria.

Concurso Nacional de Design em Português – 7ª Edição
Visando provocar os jovens para a capacidade de formular ideias criadoras, este Concurso que no ano de 2009 atinge a sua 7ª edição, pretende estimular a criatividade para o desenvolvimento de objectos e propostas que podem dar origem a produtos com uma identidade específica.
Este repto é participado por empresas que colocam a Concurso o desenvolvimento de um produto e que, em conjunto com a Fundação da Juventude, vão seleccionando através de várias fases, as propostas com criatividade, inovação e capacidade de implementação no mercado. Os vencedores receberão um prémio monetário, verão o seu produto desenvolvido em protótipo e a possibilidade de ser comercializado no mercado. Em 2009 este concurso irá propor, como áreas de trabalho, a cortiça e o couro/cabedal, continuando a FJ a apostar em sectores tradicionais da indústria portuguesa.

Feiras Francas
No âmbito das diversas acções do Palácio das Artes - Fábrica de Talentos, surge a recuperação de uma antiga tradição da cidade do Porto, as Feiras Francas, que tiveram o seu início em 1451, todos os dias 1 de cada mês, nas arcadas do Edifício Douro e que se conservaram pelo período de 111 anos.
Todos os dias 1 de cada mês, reactiva-se a história, numa envolvente comercial e económica, interagindo de forma dinâmica com o Centro Histórico, com a comunidade residente, com o turismo e com os agentes culturais, potenciando a associação patrimonial, tradicional, económica e cultural. Neste dia, a porta principal do Edifício abrir-se-á permitindo o usufruto público, em que os jovens criadores residentes, abrirão os seus ateliers, para que o público tome contacto com o processo de criação, “expondo-os” aos olhares dos visitantes, interferindo com a Regeneração Urbana.
No piso nobre do Palácio das Artes – Fábrica de Talentos serão apresentados trabalhos (mostra) de jovens criadores de várias áreas artísticas que poderão vender os seus produtos e apresentar as suas performances nas áreas da dança, teatro e música, colaborando ainda na produção e divulgação das Feiras Francas numa vertente pedagógica de formação. Se o clima o permitir, algumas das feiras serão também realizadas em espaço exterior/público.
Este evento de promoção do talento criativo, vai permitir cativar outros mercados, novos públicos, recuperar tradições, trabalhar a imagem local, envolver a comunidade residente e reforçar a ligação entre os sectores criativos e as estruturas de suporte, promovendo para além do centro histórico, a cidade do Porto, o País e particularmente os jovens talentos nacional e internacionalmente.

Revista ‘Fábrica de Talentos’
O Palácio das Artes – Fábrica de Talentos manterá, em 2009, a sua revista “Fábrica de Talentos”, publicação semestral de cunho informativo, voltada para públicos segmentados e encartada num jornal nacional de referência, sendo distribuída gratuitamente.
Versando os temas da criatividade e da inovação, a Revista serve como meio de divulgação das temáticas desenvolvidas e associadas a todo o projecto, com o objectivo singular de se direccionar tanto a jovens criadores, como empresários interessados nas questões da inovação, sendo os seus dossiers trabalhados com temáticas, que vão desde oportunidades para jovens criadores, laboratórios criativos que gerem valor acrescentado, case studies, publicações relevantes, referências da cultura nacional e internacional, agenda cultural, até à Bolsa de Valores, destacando Jovens Talentos portugueses.
Esta publicação é uma montra cultural do que se produz e desenvolve a esse nível, estará por isso aberta a todas as expressões artísticas e empresariais que contribuam para a valorização das Indústrias Criativas em Portugal, sugerindo uma nova abordagem à criatividade e inovação, cativando novos públicos e captando novos investidores. Este projecto pelo seu objectivo singular torna-o um veículo de comunicação cultural de relevância nacional, prestigiando a Fundação da Juventude e os seus Órgãos Sociais.

Missões Empresariais
O Palácio das Artes - Fábrica de Talentos irá desenvolver espaços de trabalho e pesquisa vocacionados para a aplicação da criatividade em inovação, apoiando os jovens no desenvolvimento desses mesmos projectos.
Com as Missões Empresariais (que pretendemos efectuar duas por ano) ambicionamos criar saídas profissionais para os jovens criadores, aplicando a sua criatividade a outros sectores, envolvendo as empresas vocacionadas para a expansão de novos projectos, desenvolvendo visitas de jovens e empresas e a Centros de Inovação internacionais, de acordo com as características do produto, impulsionando uma potencial parceria de desenvolvimento e implementação no mercado nacional e internacional de produtos inovadores.
O Palácio das Artes – Fábrica de Talentos, com os seus laboratórios irá ceder espaços de trabalho e de desenvolvimento para estes projectos, procurar empresas nacionais e internacionais com capacidade de produzir produtos inovadores, criar pontes de ligação para o desenvolvimento dos mesmos, bem como a possibilidade da sua integração no mercado de trabalho.
Estas Missões Empresariais objectivam levar estes “novos parceiros”, empresas e jovens, a visitar parceiros internacionais, Centros de Inovação, estabelecendo novas dinâmicas de cooperação, que estimulem o desenvolvimento articulado de projectos, que possam adquirir dimensão internacional e rentáveis numa perspectiva cultural e económica. Em Portugal a representação das Indústrias Criativas é de 1,4% do PIB, podendo estas Missões contribuírem para o seu aumento de forma a nos aproximarmos da média da EU que é de 2,6%.

Exposições
As exposições destinam-se ao acolhimento de trabalhos nas diversas áreas artísticas e criativas de Jovens Criadores, no início do seu percurso profissional e de artistas de renome nacional e internacional, como factor de atracção e de referência.
Seguindo o âmbito de actuação da Fundação da Juventude, o Palácio das Artes – Fábrica de Talentos irá também disponibilizar gratuitamente a sua Galeria aos Jovens Criadores para realizarem as suas exposições em distintas áreas artísticas, em particular, pintura, escultura, fotografia, design, arquitectura, joalharia e artes plásticas.
A FJ vai actualizar, no seu site, um espaço de informação, inscrição e de normas de funcionamento, de forma aos jovens se poderem candidatar à apresentação pública das suas obras, que posteriormente serão analisadas e seleccionadas de acordo com requisitos pré-estabelecidos. Para além dos Jovens, a Fundação da Juventude irá formular convites a artistas de referência nacional e internacional. Estas exposições terão uma permanência de 3 semanas, podendo excepcionalmente estender-se a 1 mês, prevendo assim a realização de cerca de 12 exposições por ano.
As exposições serão uma porta de entrada de excelência para o PAFT, aumentando a apetência para a sua visita e para o conhecimento da sua actividade, surgindo como uma montra privilegiada dos trabalhos dos jovens criadores / artistas, que terão uma oportunidade de divulgarem as suas obras. A troca de experiências e de vivências entre os Artistas que expõem e os jovens que desenvolvem os seus projectos nos ateliers e nos laboratórios, que participam nas formações e nos workshops ou que, no âmbito geral, frequentam o Palácio das Artes – Fábrica de Talentos, permite o enriquecimento pessoal e profissional dos jovens e tornam-se numa mais valia para o crescimento da Instituição e dos seus recursos humanos.
A primeira exposição que o Palácio das Artes – Fábrica de Talentos vai acolher é a Exposição “Rio Douro”, um espólio fotográfico da Caja Duero, que terá ainda a sua inauguração em 2008, prolongando-se até finais de Janeiro de 2009. As restantes exposições, estão ainda por seleccionar, sendo algumas subordinadas a temáticas que coincidam com dias alusivos, como por exemplo, arquitectura, ambiente, monumentos e sítios históricos, teatro, poesia, juventude, entre outros.

TRIP – Festival Internacional de Rua
Interferindo com a Regeneração Urbana, através da capacidade em desenvolver o carácter distintivo e dinamizador de um processo de reorientação para o turismo criativo, o Palácio das Artes – Fábrica de Talentos vai realizar o seu festival anual de Artes de Rua TRIP – Festival Internacional de Rua, nos Centros Históricos das cidades do Porto e Vila Nova de Gaia, entre as margens do rio Douro, criando um marco no calendário da vida cultural da região, num contexto de oferta cultural nacional. Integrado eventualmente num vasto movimento cultural europeu denominado “Noites Brancas”, que tem como objectivo fomentar o interesse pela cultura proporcionando de forma gratuita, o acesso aos mais diversos espaços culturaiso TRIP 2009 deverá ter como mote a “Máscara”, envolvendo activamente agentes culturais das regiões no Norte de Portugal e da Galiza.
Este evento, que reúne as mais diversas expressões artísticas (música, teatro, dança, artes plásticas, multimédia e artes circenses), estimula assim, o surgimento e desenvolvimento dos jovens criadores, reforçando a atractividade dos centros históricos, promovendo o comércio, restauração e hotelaria e, potenciando o intercâmbio dos jovens artistas, obedecendo a critérios de qualidade, originalidade, diversidade e complementaridade, de acesso gratuito e dirigido a todos os públicos.

Workshops
Com vista a promover a formação, o conhecimento e o debate em torno de propostas artísticas, apresentadas por diferentes entidades e empresas, os workshops do Palácio das Artes – Fábrica de Talentos, abordarão temas relevantes nesse contexto, de forma a cativar o público e gerar o intercâmbio e uma troca de experiências entre os jovens criadores e as temáticas apresentadas. No ano de 2009, a FJ realizará 4 workshops, um por trimestre, abordando os temas do artesanato urbano, artefactos têxteis, dança e teatro, funcionando com horários de acordo com a temática e o público-alvo.
Os workshops têm como objectivo principal, através da observação e experimentação, criar momentos de formação, de lazer, de reflexão, partilha de conhecimentos, de emoções, afectos e valores, sendo abertos a todo o tipo de público. Estes workshops serão realizados nos espaços do Palácio das Artes – Fábrica de Talentos: sala polivalente, sala de artes performativas, sala de concertos e Galeria, uma vez que se pretende criar uma intrínseca dinâmica com as potencialidades do edifício, com as propostas artísticas que estejam a ser desenvolvidas.
Estes workshops terão carácter de especialização ou de iniciação, oferecendo preços simbólicos, dada a envolvência que se pretende de oradores nacionais ou internacionais ligados a universidades / escolas / centros de investigação ou empresas.

Ciclo de Tertúlias ‘Porto Tónico’
O Ciclo de Tertúlias ‘Porto Tónico’ é um espaço de informação e de debate, alargando o seu âmbito de actuação à cadeia de valor, mostrando o que de melhor se faz nas escolas, (profissionais ou nível superior), no nosso país. Assim, esta iniciativa será o ponto de ligação à comunidade do que se desenvolve em contexto escolar ou formativo, resultando no final, na produção de um roteiro electrónico de todos os projectos, permitindo assim, dar um forte contributo para o desenvolvimento de uma cultura crítica do saber fazer.
Pretendemos que sejam espaços susceptíveis de relacionamento e que possam de alguma forma, contribuir para o debate e a troca de ideias criativas, encontro entre pares e técnicos de discussão de viabilidade dos projectos e espaço de confronto com público, programadores e investidores.

Conferência Anual PAFT
A Fundação da Juventude vai também, iniciar o ciclo de Conferências Internacionais do Palácio das Artes, realizando em Novembro a primeira, sob o lema “Fazedores e Criadores”, com o intuito de discutir razões de fundo ligadas à criatividade, recorrendo ao testemunho de profissionais ou masterclasses especializados. Este projecto nasce ao abrigo de mais uma importante colaboração entre a Fundação da Juventude e a empresa de consultoria criativa Yellowtail.

Curtas na Rede
"Curtas na Rede" é uma iniciativa promovida pelo Consello da Xuventude de Galicia e da Xunta de Galicia, que possui três anos de existência, participando a Fundação da Juventude como parceiro privilegiado desde o ano de 2008, altura em que esta iniciativa deixou de ser regional.
O objectivo é sensibilizar os jovens para a criatividade da população que está fora da indústria audiovisual, através de uma janela que não tem fronteiras: a Internet, tendo como parceiros em 2009 ainda o CXG, XG, Eixo Atlântico, e muitos outros, alargando o concurso a todo o espaço europeu.
O objectivo geral do Projecto é promover a criatividade e a mobilidade dos jovens europeus através da utilização das novas tecnologias. Assim, através da sua participação no "Curtas na Rede", os jovens de toda a Europa terão a oportunidade de ter acesso a uma plataforma através da qual poderão manifestar as suas preocupações de forma criativa, ao mesmo tempo que lhes oferece a oportunidade de interagir e aprender outras realidades culturais.

André Rodrigues, Antigo Aluno de EACs

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quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Congresso Internacional sobre Darwin na Faculdade de Filosofia (10-12 Set 2009)




Congresso Internacional sobre Darwin na Faculdade de Filosofia 10-12 Setembro 2009

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quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Curso de EACs no Jornal "Diário do Minho" (09 Set 2009)

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segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

A antiga aluna Sandrina Gomes na Casa Municipal da Cultura de Cabeceiras de Basto


Da antiga aluna do Curso de EACs, Drª Sandrina Gomes, recebemos uma resenha das iniciativas que tem desenvolvido, no âmbito das tarefas profissionais que lhe foram atribuídas pela Casa Municipal da Cultura de Cabeceiras de Basto.
Pela síntese aqui apresentada notamos quão poliédrica e intensa tem sido a sua actividade, contribuindo certamente para o desenvolvimento da Instituição onde trabalha e, por consequência, para o desenvolvimento da Região.
Congratulamo-nos vivamente com a sua competência e o seu êxito. Desejamos, especialmente, que a última actividade aqui elencada fique positivamente na memória de todos.


  • Visitas guiadas aos diversos equipamentos geridos pela Casa da Cultura, tais como: Escola Fixa de Trânsito, Centro Hípico de Vinha de Mouros, Centro de Educação Ambiental de Vinha de Mouros e Museu das Terras de Basto.

  • Organização do I Concurso "Cabeceiras de Basto em Flor" (embelezamento das Janelas e Varandas do Concelho), com o objectivo de sensibilizar esteticamente os Cabeceirenses para novas formas de sentir e viver a sua Terra. Neste processo, criou a designação e elaborou toda a documentação para o Concurso, os cartazes publicitários e os folhetos com as devidas fichas de inscrição. Elaborou também os Certificados dos Prémios e da Participação.

  • Organização do evento “Noites de Verão 2009”: elaboração do programa (Julho e Agosto), gestão do orçamento e dos contactos com os artistas, realização dos cartazes e flyers promocionais.

  • Concepção de cartazes, flyers e folhetos para outras festas e iniciativas culturais organizadas pela Casa da Cultura, tais como: Lavoura Tradicional, Massagens Terapêuticas na Piscina Municipal, Passeio Pedestre na Veiga...

  • Gestão financeira e de conteúdos do website da Casa Municipal da Cultura

  • Acompanhamento de todos os eventos organizados pela Casa da Cultura (Festa da Orelheira e do Fumeiro; Festa da Floresta, do Cabrito e do Anho; Lavoura Tradicional; Dia Mundial da Criança; Festa da Educação, Cultura, Formação e Emprego; Festa do Associativismo e das Colectividades; Festa das Comunidades e dos Produtos Locais; Feira do Livro; Feira e Festas de S. Miguel…), apoiando e colaborando em diversas actividades: decoração do “stand” da Casa da Cultura, atendimento ao público, orientação dos visitantes, apoio aos expositores, etc.

  • Realização de um “Guia Prático de Cabeceiras de Basto” e de um Folheto publicitário de Turismo na Montanha, em Cabeceiras de Basto.

  • Participação no Gabinete de Comunicação, criado na Casa da Cultura.

  • Organização do Cortejo Etnográfico que terá lugar nas Festas de S. Miguel (próximo mês de Setembro). Este cortejo prima por um extraordinário simbolismo que alia a faceta de romaria pagã aos aspectos mais genuínos da cultura popular e da memória etnográfica desta comunidade. Por isso, a Drª Sandrina terá que puxar pela sua imaginação e conhecimentos a fim de sugerir aos representantes das Freguesias do Concelho as melhores formas de se apresentarem neste Cortejo, trazendo a público aquilo que mais as caracteriza e identifica, social e culturalmente!

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terça-feira, 28 de Julho de 2009

Flora Oliveira, antiga aluna de EACs, em destaque no jornal "Comunica-te"


A Drª Flora Oliveira foi, reconhecidamente, uma das alunas mais "carismáticas" que passou pela FacFil nos úlitmos anos. Ela interiorizava a "diferença" que se repercutia na própria turma, expressando-a de múltiplos modos: na conciliação da sua vida de estudante e de trabalhadora, na disponibilidade da sua presença sempre que solicitada, na generosidade da partilha do seu tempo em actividades de voluntariado, na coragem em assumir responsabilidades tais como a direcção da Associação de Estudantes e da Tuna Feminina, na garra com que lutou pela promoção e divulgação da "sua" licenciatura...
Fez bem a linha editorial do Jornal "Comunica-te" em dar-lhe este destaque. Merece-o por boas razões.

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domingo, 26 de Julho de 2009

A gastronomia e sua importância cultural por Cândido Martins


Notícia da Oração de Sapiência proferida por Cândido Martins, Professor da UCP/FacFil - Eacs, acerca do significado da gastronomia no âmbito do património cultural imaterial de uma comunidade (Cf. Jornal Diário do Minho, 16 de Março de 2009).

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